
Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia cutucaram o ex-presidente e citaram a declaração do governo americano. “Brasil citado expressamente como modelo de sucesso por Donald Trump, enquanto aqui houve toda essa preparação para se colocar em dúvida”
Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm tentado explicar o elogio do presidente americano, Donald Trump ao sistema eleitoral brasileiro. Nesta terça (25), o republicano assinou um decreto que prevê mudanças no processo interno de votações e cita o Brasil como bom exemplo de segurança.
Eles querem evitar que a declaração de Turmp seja vista como um elogio ao sistema de voto eletrônico, já que o voto impresso foi uma das pautas defendidas por bolsonaristas nos últimos anos. Vale lembrar que os ataques de Bolsonaro contra as urnas foram incluídos na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista.
Bolsonaristas ainda insistem na narrativa de vulnerabilidade do sistema eleitoral brasileiro e na possibilidade de fraude em votações. O decreto de Trump citando o Brasil como exemplo na área caiu como uma bomba entre aliados do ex-presidente.
No decreto, o governo americano afirma que Brasil e Índia têm sistemas que devem ser seguidos. Segundo o documento, os países “estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania”.
Durante o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta (26), Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia cutucaram o ex-presidente e citaram a declaração do governo americano. “Brasil citado expressamente como modelo de sucesso por Donald Trump, enquanto aqui houve toda essa preparação para se colocar em dúvida”, afirmou a magistrada.