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“Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista”, diz Simone Tebet sobre Flávio Bolsonaro

“O que mais está me impressionando positivamente é que agora a ficha do povo brasileiro e do povo paulista está caindo. Está entendendo que não tem dois democratas disputando a eleição para Presidente da República. Que o lado de lá...

“Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista”, diz Simone Tebet sobre Flávio Bolsonaro

“Do lado de lá é simplesmente: tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista

Durante a convenção partidária do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista, a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) fez um dos discursos mais duros.

Em um ato marcado pela oficialização da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Tebet destacou o caráter simbólico e decisivo da disputa política.

Ao falar para militantes, parlamentares e lideranças da coligação que reúne PT, PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade, Tebet enfatizou que o cenário eleitoral contrapõe dois projetos antagônicos de país.

Tebet ressaltou que a percepção do eleitorado paulista e brasileiro em relação à gravidade do momento político está amadurecendo, afirmando não haver neutralidade ou moderação do lado adversário.

Conectando a defesa da democracia com a gestão da economia e dos recursos do país, Tebet defendeu a preservação do patrimônio nacional frente a interesses estrangeiros e destacou o papel de um eventual quarto mandato de Lula para a redução das desigualdades.

“Nós vamos continuar defendendo a democracia; ninguém vai entregar a nossa riqueza para país estrangeiro; o Brasil é do povo brasileiro; as nossas riquezas são nossas. Queremos andar para frente nos direitos sociais, nos direitos trabalhistas, nos direitos das mulheres, no direito das minorias e fazer do quarto mandato do presidente Lula a consacração do país que nós queremos: um Brasil que seja verdadeiramente humano, sem desigualdade e sem miséria!”, concluiu.

Ao encerrar, a parlamentar convocou o público com saudações à soberania nacional, à população de São Paulo e ao presidente Lula, sob aplausos das lideranças presentes no palco, entre elas Marina Silva, Guilherme Boulos e o coordenador de campanha Fernando Haddad.

“O Brasil terá que fazer uma escolha de que legado vamos deixar, que Brasil vamos construir”, afirmou ao anunciar a oficialização da candidatura.

A convenção começou por volta das 9h e reuniu dirigentes partidários, ministros, parlamentares e lideranças da base aliada. Lula subiu ao palco por volta das 10h45, enquanto a programação destacava realizações do governo federal e propostas para um novo mandato, além de homenagens ao protagonismo das mulheres na política.

Entre os presentes estavam a deputada federal Benedita da Silva (PT), o presidente do PT paulista e coordenador da campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Kiko Celeguim, a ministra da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB), a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também candidata ao Senado, o ex-ministro Aloizio Mercadante, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o senador Rogério Carvalho (PT).

Caso seja reeleito, Lula iniciará seu quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Palácio do Planalto após vencer as eleições de 2022.

O petista também concorreu à Presidência em 1989, 1994 e 1998, quando foi derrotado por Fernando Collor e, posteriormente, por Fernando Henrique Cardoso em duas disputas consecutivas. Em 2018, chegou a ter a candidatura lançada pelo PT, mas foi impedido de disputar a eleição por decisão da Justiça Eleitoral, sendo substituído por Fernando Haddad.

Se vencer a eleição deste ano, Lula completará 16 anos como presidente da República, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas em tempo de governo.

Desde o início do atual governo, Alckmin acumulou a vice-presidência com o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atuando como interlocutor entre o governo federal e o setor empresarial.

Na disputa presidencial de 2026, Lula contará com uma ampla coalizão formada por PT, PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade.

O PDT foi o primeiro partido a oficializar apoio à reeleição do presidente, justificando a decisão pela defesa das pautas trabalhistas e pela necessidade de unir forças contra a extrema direita.

Enquanto isso, o principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ainda não anunciou alianças partidárias para a disputa presidencial.

O calendário eleitoral prevê que as convenções partidárias sejam realizadas até 5 de agosto. O registro das candidaturas deve ocorrer até 15 de agosto, e a campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.