
"O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser", completou.
Durante o lançamento da candidatura de reeleição à Presidência da República neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer fortes críticas aos casos de violência contra as mulheres.
Em seu discurso, o mandatário admitiu que o país ainda não chegou ao patamar indicado para diminuir os casos, mas que vê processos nas medidas tomadas pelo governo. Em sua avaliação, o mundo estaria “acabado” — em comparação ao processo de criação do planeta — quando ocorrer a mitigação das ocorrências do tipo.
“Eu duvido que tenha alguém no Brasil que tenha feito o que nós fizemos. Fizemos tudo? Não. Lógico que não dá para fazer tudo, mas a gente vai caminhando. Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar no dia em que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher nesse país”, disse.
Ainda em sua fala, o presidente rechaçou o apoio vindo de agressores nas urnas, ao declarar não ver problemas em perder alguns votos desse grupo. Lula declarou: “Se bater na mulher, não precisa votar em mim”.
“O PT [Partido dos Trabalhadores] tem que ter coragem, o meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som. Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, completou.
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou a candidatura do presidente Lula à reeleição em convenção partidária na capital paulista neste domingo (2). No entanto, a homologação da chapa à Presidência aconteceu em reunião interna da sigla, que precedeu o ato político com apoiadores.
Lula terá em sua coligação, além da Federação PT/PV/PCdoB, PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede.
O atual mandatário adotou como um dos principais motes de sua campanha para 2026 a defesa da soberania nacional, em meio ao tarifaço dos Estados Unidos. O entorno do presidente avalia que respostas duras ao governo Donald Trump — e mesmo o acirramento das tensões — contribuem com a popularidade do petista.





