
“Tinham como projeto assassinar aqueles que foram eleitos pelo povo. Pelo voto popular, não deveriam sequer ter sido candidatos à Presidência”, afirmou durante o evento.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste domingo (2) que pessoas que não confiam no voto popular não deveriam disputar a Presidência da República. A declaração foi feita durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, que oficializou a candidatura à reeleição do presidente Lula e a manutenção dele como candidato a vice-presidente.
Ao discursar para militantes e lideranças dos partidos aliados, Alckmin fez uma defesa do sistema eleitoral brasileiro e criticou candidatos que colocam em dúvida o resultado das urnas. “Quem não acredita no voto popular não devia nem se candidatar a presidente. A descrença nas urnas é cheiro de derrota. A urna eletrônica é tão competente que não aceita voto de argentino nem de americano.”
Sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Alckmin também fez referência à tentativa de golpe de Estado investigada após as eleições de 2022. Segundo o vice-presidente, houve um plano para impedir a posse dos candidatos eleitos pelo voto popular.
“Tinham como projeto assassinar aqueles que foram eleitos pelo povo. Pelo voto popular, não deveriam sequer ter sido candidatos à Presidência”, afirmou durante o evento.
Na sequência, Alckmin voltou a defender a segurança do sistema eleitoral brasileiro e reiterou sua confiança nas urnas eletrônicas. O vice-presidente repetiu que a desconfiança em relação ao processo de votação demonstra, segundo sua avaliação, expectativa de derrota nas eleições.
Além do tema eleitoral, ele também abordou assuntos econômicos em seu discurso. O vice-presidente afirmou que adversários políticos pretendiam recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto extinto em 2007.
A Convenção Nacional do PT reuniu dirigentes e representantes dos partidos que compõem a coligação de Lula, entre eles PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. O encontro marcou o lançamento oficial da chapa que disputará as eleições presidenciais de 2026.





