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Assassino do CV erra vítima após ordem do Rio e mata advogada em Maceió

A mulher que deveria ser vítima era envolvida com o tráfico de drogas na região e havia perdido uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína do CV. Sem conseguir ressarcir o prejuízo à facção, a ordem de morte...

Assassino do CV erra vítima após ordem do Rio e mata advogada em Maceió

Ana Walesca do Nascimento Gomes, 33, foi morta por engano após uma ordem do CV ser mal entendida pelo executor.

A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, 33, foi morta por engano após uma ordem do CV (Comando Vermelho) ser mal entendida pelo executor. A vítima, que é filha de policial civil, foi assassinada a tiros na última terça-feira enquanto passeava com seu cachorro no bairro do Benedito Bentes, na periferia de Maceió.

A polícia afirma que Ana foi morta no lugar de uma outra mulher, que teve ordem de assassinato dada por líderes da facção que estão escondidos no Rio de Janeiro. A mulher que deveria ser vítima era envolvida com o tráfico de drogas na região e havia perdido uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína do CV. Sem conseguir ressarcir o prejuízo à facção, a ordem de morte foi dada.

Dois homens foram executores do crime, um deles foi preso e outro foi morto pela polícia. O nome deles não foi revelado.

O delegado Danilo Resende, que conduzia as investigações pela DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), afirma que o caso estava sendo investigado por várias linhas, entre elas de latrocínio (roubo seguido de morte). “Essa hipótese não se sustentou porque ela tentou entregar o celular, e o executor não teve interesse no bem, ele foi de fato para executá-la”, disse.

Segundo o delegado Igor Diego, o crime foi ordenado e coordenado à distância por um traficante conhecido como “Rafinha 99”, apontado como liderança do CV no Rio de Janeiro. “Esse indivíduo já ordenou diversos homicídios”, conta o delegado Igor, que é coordenador da DEIC (Divisão Especial de Investigação e Capturas).

A ação contou com dois executores: um piloto de moto e o atirador legados ao CV. O condutor e dono da moto foi localizado ainda na quarta-feira, preso e confessou o crime. “Ele nos passou todo o percurso que fez com a motocicleta. Ele cobriu a placa para que não fosse pego pelos radares”, diz.

Ele alegou que, ao subir na moto, o atirador fez uma videochamada com Rafinha, que passou a coordenar a ação.

“Eles receberam a foto da mulher que deveriam executar, e o Rafinha foi dizendo quais eram as ruas para que eles chegassem até o local. Ao chegarem na rua que achavam ser a que ela morava, o atirador já desceu da motocicleta e efetuou o primeiro disparo de arma de fogo pelas costas de Ana”, diz.

Em um segundo momento, diz o delegado, o próprio Rafinha teria dito que a vítima estava errada. “Mesmo diante dessa situação, o indivíduo continuou efetuando disparos. Ele então vai atrás e atira nas costas e na nuca, quando ela caiu. E ele foi lá, com ela caída, e deu mais um disparo na cabeça”.

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