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Número de pessoas ocupadas no Brasil chega a 103 milhões e bate recorde

A força de trabalho brasileira somou 109,1 milhões de pessoas no ano passado, enquanto 65 milhões ficaram fora do mercado de trabalho. Na comparação com 2012, o número de ocupados aumentou 15,4%, saindo de 89,3 milhões para os atuais 103...

Número de pessoas ocupadas no Brasil chega a 103 milhões e bate recorde

O nível de ocupação chegou a 59,1% da população em idade de trabalhar, avanço de 0,5 ponto percentual em relação a 2024. O indicador também ficou 3,8 pontos acima do menor resultado da série, de 55,3%, registrado em 2017.

O Brasil atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o maior contingente desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta (23), também apontou queda do número de desocupados para 6,1 milhões, o menor patamar já registrado pela pesquisa.

A força de trabalho brasileira somou 109,1 milhões de pessoas no ano passado, enquanto 65 milhões ficaram fora do mercado de trabalho. Na comparação com 2012, o número de ocupados aumentou 15,4%, saindo de 89,3 milhões para os atuais 103 milhões.

O nível de ocupação chegou a 59,1% da população em idade de trabalhar, avanço de 0,5 ponto percentual em relação a 2024. O indicador também ficou 3,8 pontos acima do menor resultado da série, de 55,3%, registrado em 2017.

As mulheres responderam por 44,8 milhões dos ocupados, ou 43,5% do total. Desde 2012, a ocupação feminina cresceu 20,5%, com a entrada de 7,6 milhões de trabalhadoras; entre os homens, o aumento foi de 11,7%, equivalente a 6,1 milhões de pessoas.

Fila de trabalhadores em busca de emprego. Foto: Reprodução

Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais incorporaram 4,9 milhões de trabalhadores entre 2012 e 2025. Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas acrescentaram outros 3,8 milhões de ocupados no período.

Em sentido oposto, a agropecuária perdeu 2,3 milhões de trabalhadores desde 2012 e reduziu sua participação no total de ocupados de 11,4% para 7,6%. Construção civil e serviços domésticos também encolheram na composição do emprego brasileiro.

A escolaridade dos trabalhadores aumentou ao longo da série. A parcela de ocupados com ensino médio completo ou superior incompleto passou de 35,7% para 43,6%, enquanto a participação daqueles com ensino superior completo subiu de 14,1% para 24,9%. Já o grupo sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 32,6% para 18,3%.

Os trabalhadores por conta própria ampliaram sua participação de 22,4% para 25,4% dos ocupados entre 2012 e 2025. Os empregados continuaram como maioria, com 69% do total, e os vínculos privados com carteira assinada representaram 37,8% da população ocupada no ano passado.