
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou ao jornal Extra a discussão sobre um mecanismo voltado a débitos antigos, que permitiria ao poder público comprar essas dívidas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara um programa para reduzir o endividamento das famílias, com foco na compra de dívidas antigas pelo governo e em medidas contra a oferta considerada abusiva de crédito. O anúncio está previsto para esta sexta-feira, em São Paulo, mas o conteúdo final ainda depende de reuniões entre integrantes do governo.
A iniciativa atende a uma cobrança de Lula por soluções para o alto nível de endividamento da população. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou ao jornal Extra a discussão sobre um mecanismo voltado a débitos antigos, que permitiria ao poder público comprar essas dívidas.
O Palácio do Planalto enviou, nesta quinta-feira (24), um documento preparatório para uma agenda de anúncio de medidas econômicas no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo, às 17h. O gabinete presidencial, a Fazenda e a Secretaria de Comunicação Social organizam o encontro.
O evento pode ocorrer antes de um jantar de Lula com mais de uma centena de empresários e representantes do PIB brasileiro, marcado para as 19h no Tivoli Mofarrej, na capital paulista. A Fazenda ainda não detalhou oficialmente as medidas em elaboração.
Aposta esportivas em ilustraçãoO pacote também pode incluir uma medida provisória para endurecer as regras sobre bets. Auxiliares do presidente trabalham com a hipótese de banir cassinos on-line, entre eles o chamado jogo do tigrinho, e as apostas de quota fixa, modalidade ligada a eventos reais, como partidas de futebol.
Lula defendeu uma ação dura contra o setor em um evento no Rio de Janeiro, na quarta-feira. “Essa não é uma guerra, é uma decisão: eu terei o imenso prazer de acabar com as bets”, disse o presidente.
Na reunião de quarta-feira com auxiliares, Lula discutiu duas alternativas: proibir os cassinos on-line e restringir a publicidade das plataformas ou estender a proibição às apostas de quota fixa. Integrantes do governo apontaram dúvidas sobre insegurança jurídica, perda de arrecadação federal e possível migração de apostadores para o mercado ilegal.
Levantamentos internos da campanha identificaram maior impacto das bets entre mulheres do Sudeste, incluindo mães solos e mulheres com parceiros viciados em jogos. As medidas se somariam ao reajuste do Bolsa Família, de R$ 600 para R$ 691, e à decisão de aceitar o voto nas eleições como prova de vida para aposentados e pensionistas do INSS.





