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Além do PM matador de Ana Clara, Flávio Bolsonaro foi advogado de outros PMs acusados de matar inocentes

Flávio passou a compor a equipe dos réus quando o caso chegou ao STJ. Por unanimidade, a 5ª Turma acolheu o pedido defensivo e afastou a decisão que enviava os PMs ao Tribunal do Júri. Os quatro policiais respondem ao...

Além do PM matador de Ana Clara, Flávio Bolsonaro foi advogado de outros PMs acusados de matar inocentes

lávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, integrou a defesa de quatro policiais militares acusados de matar quatro homens na favela do Vidigal, na Zona Sul do Rio, em 2020.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, integrou a defesa de quatro policiais militares acusados de matar quatro homens na favela do Vidigal, na Zona Sul do Rio, em 2020. A atuação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ajudou os agentes a evitar, inicialmente, o julgamento pelo júri popular, embora o recurso do Ministério Público ainda aguarde análise na Corte.

Flávio passou a compor a equipe dos réus quando o caso chegou ao STJ. Por unanimidade, a 5ª Turma acolheu o pedido defensivo e afastou a decisão que enviava os PMs ao Tribunal do Júri. Os quatro policiais respondem ao processo em liberdade.

Entre os mortos estavam o porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e o entregador de supermercado Marcos Guimarães da Silva, de 51. Familiares de Ivanildo Moura de Souza, de 22 anos, e Douglas Rafael Barros Assunção, de 18, admitiram o envolvimento dos dois com o tráfico.

O porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e o entregador de supermercado Marcos Guimarães da Silva, de 51. Foto: reprodução

Os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista e Rafael Nascimento Rosa, além do sargento Ricardo de Moraes Mattos, disseram que trocaram tiros com criminosos em um beco e depois encontraram quatro homens baleados. As vítimas chegaram mortas ao Hospital Municipal Miguel Couto.

A perícia identificou o ponto de onde os tiros saíram. “Os agentes efetuaram os disparos a partir do vão no segundo pavimento da fachada do prédio”, registrou o perito. Após a apuração, a Delegacia de Homicídios pediu o afastamento dos quatro PMs das ruas, e o Ministério Público do Rio apresentou denúncia.

Em maio de 2022, o juiz Gustavo Gomes Kalil determinou que os policiais fossem julgados pelo júri popular e escreveu que a tese de legítima defesa precisava ser decidida pelo Tribunal Popular. A defesa reverteu essa decisão no Tribunal de Justiça do Rio, em janeiro de 2023, e depois obteve no STJ a despronúncia dos réus. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca afirmou que não seria possível manter a ação penal “unicamente, em elementos de informação produzidos na fase policial, e em testemunhos indiretos”.