
“Quando eu pedi as imagens, a dona falou: ‘a gente tem que ter confiança uma na outra. Se não for por confiança, nem adianta’”, contou a terapeuta.
A avó de uma das crianças matriculada na creche que está sendo investigada por maus-tratos em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, revelou que seu neto, de apenas 2 anos, estava chegando em casa com mordidas, o bumbum em carne viva e até um olho roxo.Bumbum em carne viva”
A terapeuta ocupacional Jany Lima Santos, de 48 anos, disse que o neto está matriculado na creche há cerca de 1 ano e dois meses. Quando ele chegou com o olho roxo em casa, a dona do estabelecimento disse que poderia ter sido um acidente e a avó pediu as câmeras de segurança do local.
“Quando eu pedi as imagens, a dona falou: ‘a gente tem que ter confiança uma na outra. Se não for por confiança, nem adianta’”, contou a terapeuta.
Ao insistir, Jany ouviu da proprietária que “o local que ele caiu não tem câmera” – o que a deixou indignada, devido ao preço que paga na mensalidade da creche.
Ela começou a ficar desconfiada quando, depois do ocorrido, o menino começou a ficar relutante para ir à creche. “Na hora que falávamos para ir, ele tremia muito e chorava falando: ‘creche não’. Ele grudava no pescoço da minha filha e pedia para não deixar ele lá”, contou.
A família, então, decidiu desmatricular o bebê do estabelecimento. “A gente não denunciou e, agora, vendo as denúncias, a gente está achando que não foi queda, que foi agressão mesmo. Alguém deve ter batido nele ou dado uma cotovelada”, especulou a avó.
Segundo Jany, os maus-tratos começaram a acontecer depois que a creche mudou de dona. O estabelecimento foi vendido em julho deste ano, mas, segundo os antigos donos, ainda apresenta o nome antigo na fachada.
Em nota publicada nas redes sociais, a direção do estabelecimento afirmou que “as imagens e vídeos que vêm sendo compartilhados foram registrados e divulgados fora de contexto, de forma parcial e distorcida, por ex-funcionárias que já haviam solicitado desligamento da instituição” e que “o material divulgado não reflete a rotina, os valores, nem o padrão de cuidado adotado pela escola ao longo de sua trajetória”.
No texto, a creche esclarece que algumas das situações pontuais flagradas nos vídeos já foram corrigidas e foram decorrentes de falha funcional específica “e não de qualquer prática reiterada de negligência, abuso ou maus-tratos”.





