
Mateus Aurélio Paiva pescava em um lago no rio Ituí, próximo à aldeia Beija Flor, do povo Matis, quando foi atacado. No local, teria sido surpreendido por um grupo de pescadores ilegais não indígenas.
O Ministério Público Federal (MPF) informou neste domingo, 08, que vai apurar suposto caso de agressão sofrida pelo indígena Mateus Aurélio Paiva, pertencente à etnia Marubo na Terra Indígena Vale do Javari, em Atalaia do Norte (AM). As agressões teriam ocorrido no último dia 3.
De acordo com o MPF, um inquérito policial já está em curso para investigar o caso após ordem do MPF.
Ainda de acordo com o MPF, o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal expediu ofício à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para que informe, no prazo de 2 dias, se há registros recentes de invasões, pesca ilegal ou outras atividades ilícitas na região indicada, bem como para que indique eventuais providências de proteção territorial já adotadas ou planejadas em relação ao referido setor da terra indígena.
Sobre o episódio, o MPF declarou que as informações sobre o episódio chegaram ao conhecimento do órgão somente ontem. O Vale do Javari é uma região historicamente marcada por conflitos envolvendo invasões e exploração ilegal de recursos naturais, especialmente pesca predatória.
Mateus Aurélio Paiva pescava em um lago no rio Ituí, próximo à aldeia Beija Flor, do povo Matis, quando foi atacado. No local, teria sido surpreendido por um grupo de pescadores ilegais não indígenas.
Segundo o MPF, os invasores imobilizaram Mateus Marubo e, após se apropriarem de seus pertencentes, como uma espingarda, o abandonaram amarrado à deriva do rio Ituí, onde foi localizado apenas no dia seguinte (4 de março), por um grupo de busca liderado por um cacique.
Outras solicitações
Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Vale do Javari deverá informar se houve atendimento médico ou acompanhamento da vítima após o ocorrido.
A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava) deve encaminhar informações complementares acerca dos fatos.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que informe se há registros recentes de fiscalização, autuações ou notícias de pesca ilegal na região do rio Ituí, bem como eventuais operações em curso voltadas à repressão dessas práticas.





