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Polícia divulga lista parcial de mortos em operação mais letal do Rio de Janeiro

Segundo as forças de segurança, 99 suspeitos já foram identificados. Destes, 78 possuíam algum tipo de antecedente criminal e 42 deles tinham mandados de prisão em aberto.

Polícia divulga lista parcial de mortos em operação mais letal do Rio de Janeiro

Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira (31) a lista parcial de criminosos mortos na Operação Contenção

A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira (31) a lista parcial de criminosos mortos na Operação Contenção, realizada na última terça nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortos, sendo 4 policiais e 117 suspeitos, sendo a operação mais letal da história do estado.

Segundo as forças de segurança, 99 suspeitos já foram identificados. Destes, 78 possuíam algum tipo de antecedente criminal e 42 deles tinham mandados de prisão em aberto.

Veja a lista:

  • PP, chefe do tráfico do Pará
  • Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus (AM)
  • Gringo, chefe do tráfico em Manaus (AM)
  • Mazola chefe do tráfico em Feira de Santana (BA)
  • DG, chefe do tráfico na Bahia
  • FB, chefe do tráfico na Bahia
  • Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás
  • Rodinha, chefe do tráfico em Goiânia (GO)
  • Russo, chefe do tráfico em Vitória (ES)

*Em atualização

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou ainda que dos complexos da Penha e do Alemão partem todas as ordens e diretrizes para todos os estados onde o Comando Vermelho tem algum tipo de atuação.

Ao longo dos anos, o CV (Comando Vermelho) aprimorou o “arsenal de guerra” que utiliza nos confrontos contra a polícia e grupos rivais do Rio de Janeiro.

Durante a megaoperação de terça-feira (28), a mais letal da história do Brasil, os integrantes da facção usaram armas fabricadas na Europa, tecnologias como drones, além de roupas camufladas.

As novas táticas nas “batalhas campais” e os armamentos usados mostram uma espécie de “escalada bélica”. Armas de uso das forças armadas de países da América do Sul foram encontradas entre os 91 fuzis apreendidos durante a ação policial.

Entre as armas apreendidas, estão modelos da Venezuela, Argentina, Peru e Brasil. Os fuzis apreendidos são, em sua maioria, dos calibres 5.56 e 7.62, fabricados principalmente no Velho Continente. Segundo a Polícia Civil, muitos chegam ao Brasil por rotas que passam pelo Paraguai.

Indícios apontam que criminosos transportam apenas partes das armas e que completam os componentes com peças adquiridas legalmente pela internet.

De acordo com Paulo Storani, ex-capitão do Bope, hoje o CV tem acesso a armas como fuzis de modelo G3, uma arma considerada extremamente sofisticada.

Ainda segundo ele, são vistas em posse de integrantes da facção AKs-47, modelo de fuzil usado por exércitos europeus e da Venezuela, e FAls, tipo utilizado pelas forças armadas brasileiras.

Segundo as forças de segurança, durante a megaoperação de terça-feira (28), faccionados do Comando Vermelho usaram drones para lançar granadas contra os agentes das forças de segurança.

Além disso, os equipamentos tecnológicos são usados pela facção para o monitoramento de ações policiais.

A denúncia do MPRJ, que serviu como ponte de partida para a operação, destaca como o crime tem se modernizado. Segundo o documento, Carlos “Gardenal”, integrante do CV, era responsável por orientar a aquisição dos drones de vigilância.

Há, inclusive, trocas de mensagens entre ele e outro acusado de vulgo “Grandão”, sobre a utilização de drones de maior tecnologia para atenderem, por exemplo, monitoramento noturno.

“A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”, disse “Gardenal” em uma das mensagens.