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Presidente do União Brasil trabalhou em ações do Banco Master

De acordo com a nota enviada pela defesa de Rueda, o trabalho incluiu “dezenas de pareceres e centenas de reuniões, incluindo mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil protocolos e aproximadamente 400 acordos” em ações relativas ao banco.

Presidente do União Brasil trabalhou em ações do Banco Master

A reportagem afirma que Rueda participou diretamente de pelo menos um caso. Em outubro de 2024, ele apresentou procuração à 24ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte para atuar como representante do Banco Master em uma ação movida pelo Instituto Defesa Coletiva.

A revista Piauí informou nesta quarta-feira (18) que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e sua irmã, Maria Emília de Rueda, advogaram pessoalmente para o Banco Master em ao menos duas ocasiões entre 2023 e 2024. Segundo a publicação, documentos judiciais mostram a atuação dos dois em processos ligados ao banco de Daniel Vorcaro. A assessoria de Rueda confirmou que o escritório Rueda & Rueda prestou serviços ao Master na Justiça.

De acordo com a nota enviada pela defesa de Rueda, o trabalho incluiu “dezenas de pareceres e centenas de reuniões, incluindo mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil protocolos e aproximadamente 400 acordos” em ações relativas ao banco. A assessoria classificou a atividade como “legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no país”, mas não detalhou quantos processos foram conduzidos nem em quais deles Antonio Rueda atuou diretamente.

A reportagem afirma que Rueda participou diretamente de pelo menos um caso. Em outubro de 2024, ele apresentou procuração à 24ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte para atuar como representante do Banco Master em uma ação movida pelo Instituto Defesa Coletiva. No processo, a entidade cobra indenização de R$ 48,5 milhões sob a alegação de contratação de crédito consignado sem autorização de clientes.

Também foi encontrado um processo anterior, de março de 2023, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, conduzido por Maria Emília de Rueda. Nesse caso, ela defendeu o Master contra decisão de primeira instância que limitou a 30% da renda os descontos no contracheque de uma aposentada. Segundo a revista, o tribunal rejeitou os argumentos do banco e manteve a decisão inicial.

Questionado sobre eventual participação na operação de compra do Master pelo BRB, Rueda negou envolvimento. Segundo sua assessoria, ele não participou de “tratativas de natureza política, regulatória ou negocial” relacionadas ao banco. A revista também informou que o dirigente partidário disse não comentar “diálogos privados obtidos ou divulgados de forma irregular”.