
Em nota enviada ao G1, a empresa afirmou que já restabeleceu a energia para cerca de 1,8 milhão de clientes, dos 2,2 milhões inicialmente afetados. Segundo a concessionária, “outros cerca de 500 mil novos casos ingressaram ao longo do dia de ontem com solicitação de atendimento, em decorrência da continuidade dos ventos pela manhã”.
Quase 50 horas após o início do vendaval, a Grande São Paulo ainda tem 835 mil imóveis sem energia elétrica, segundo boletim da Enel divulgado às 6h desta sexta-feira (12). A falta de luz segue afetando serviços essenciais, como semáforos, abastecimento de água e a mobilidade urbana em diferentes cidades da região metropolitana.
De acordo com a concessionária, a capital paulista lidera em números absolutos, com 589 mil endereços sem energia.
Em termos proporcionais, as situações mais críticas estão em Juquitiba, onde 39% dos imóveis seguem às escuras; Itapecerica da Serra, com 33% (22,4 mil imóveis); e Embu das Artes, com 26,4%. A Enel informou que não há prazo para o restabelecimento total do serviço.
Em nota enviada ao G1, a empresa afirmou que já restabeleceu a energia para cerca de 1,8 milhão de clientes, dos 2,2 milhões inicialmente afetados. Segundo a concessionária, “outros cerca de 500 mil novos casos ingressaram ao longo do dia de ontem com solicitação de atendimento, em decorrência da continuidade dos ventos pela manhã”.
Atualmente, a Enel diz trabalhar para normalizar o fornecimento para cerca de 830 mil clientes, o equivalente a 9,8% da base da distribuidora.
Em comunicado publicado no site, a empresa responsabilizou o fenômeno climático: “Nossa área de concessão foi afetada por um ciclone extratropical e um vendaval histórico, segundo o Inmet, que perdurou por cerca de 12 horas nessa quarta-feira”.
O texto afirma ainda que “as fortes rajadas de até 98 km/h derrubaram árvores e lançaram galhos e outros objetos sobre a rede elétrica”.
Em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, o diretor regional da Enel, Marcelo Puertas, afirmou que os ventos constantes agravaram a situação.
“Nós estávamos preparados, sabíamos que ia entrar esse efeito climático. Porém, não sabíamos que ia durar o dia todo. Isso é completamente diferente das outras crises”, disse. Na manhã de quarta-feira (10), as rajadas chegaram a 96 km/h na capital e na região metropolitana.
Na quinta-feira, pátios com dezenas de veículos de manutenção da concessionária foram vistos em diferentes pontos da cidade, enquanto mais de 1,5 milhão de moradores seguiam sem energia. A Enel, no entanto, afirmou que os carros pertencem a equipes de turnos distintos.
Grande SP segue com mais de 835 mil imóveis sem luz, e Congonhas tem voos cancelados https://t.co/q3QZY9dozI #g1 pic.twitter.com/r0Ds0Sd0Ya
— g1 (@g1) December 12, 2025





