
Toffoli negou ter feito qualquer registro, sugerindo que algum funcionário do setor de informática poderia ter gravado a sessão sem seu consentimento. Os demais magistrados se dizem desconfortáveis e perplexos com a situação, alegando que os trechos selecionados pela pessoa responsável pela gravação favoreciam Toffoli.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli durante uma sessão secreta que aconteceu na quinta (12), quando foi decidida a saída dele da relatoria do caso Banco Master. Segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, a suspeita surgiu após a publicação de uma reportagem no site Poder360, que reproduziu de forma literal os diálogos entre os ministros, levando os magistrados a questionarem a origem da gravação.
Apesar das acusações, o ministro negou ter feito qualquer registro, sugerindo que algum funcionário do setor de informática poderia ter gravado a sessão sem seu consentimento. Os demais magistrados se dizem desconfortáveis e perplexos com a situação, alegando que os trechos selecionados pela pessoa responsável pela gravação favoreciam Toffoli.
A reportagem descreveu a reunião como tendo “um forte tom político” e focada na busca pela autopreservação dos ministros, com muitos demonstrando apoio a Toffoli, apesar das controvérsias envolvendo o caso. Gilmar Mendes, por exemplo, afirmou que o colega tomou decisões que contrariaram a Polícia Federal, sugerindo que a instituição teria buscado “revidar” contra o ministro.
Durante a reunião, outros ministros também fizeram declarações que foram publicadas. Cármen Lúcia, preocupada com a imagem do STF, sugeriu que o afastamento de Toffoli seria necessário para proteger a “institucionalidade” da Corte.
Apesar dos debates e discussões, a maioria dos ministros concluiu que a melhor opção para o STF seria o afastamento de Toffoli da relatoria.





