
Às 13h13, o dólar caía 0,65%, a R$ 5,371.
O dólar operava em baixa, nesta terça-feira (5/1), em um dia no qual os mercados seguem acompanhando os desdobramentos geopolíticos e econômicos do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e da captura do ditador do país sul-americano, Nicolás Maduro.
No cenário doméstico, o principal destaque da agenda econômica nesta terça é a divulgação dos dados da balança comercial do Brasil de dezembro do ano passado, por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No front externo, além da crise na Venezuela, os investidores monitoram declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), além dos dados dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) compostos finais de dezembro nos EUA, na Alemanha, na zona do euro, no Reino Unido e no Japão.
Dólar
- Às 13h13, o dólar caía 0,65%, a R$ 5,371.
- Mais cedo, às 11h25, a moeda norte-americana recuava 0,47% e era negociada a R$ 5,381.
- Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,417. A mínima é de R$ 5,362.
- Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,34%, cotado a R$ 5,405.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,52% frente ao real em 2026.
Ibovespa
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
- Às 13h18, o Ibovespa avançava 1,07%, aos 163,5 mil pontos.
- No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,83%, aos 161,8 mil pontos.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 0,47% no ano.
Balança comercial brasileira
Nesta terça-feira, o mercado acompanha a divulgação dos dados referentes a dezembro de 2025 da balança comercial do Brasil. Os números são anunciados pela Secretaria de Come?rcio Exterior do Ministe?rio do Desenvolvimento, Indu?stria, Come?rcio e Servic?os (Secex/MDIC).
Está prevista uma entrevista coletiva, na sede do ministério, com a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).
Os dados trazem um panorama sobre o desempenho das exportações e importações brasileiras no fechamento do ano passado.
Falas do Fed
No cenário internacional, as atenções dos investidores se voltam para os EUA. O mercado monitora pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), semanas depois da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em 2025.
conômicas dos EUA para este ano.
Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.
A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.
Crise na Venezuela
Ainda no exterior, os mercados seguem acompanhando as consequências políticas e econômicas do ataque norte-americano na Venezuela, no fim de semana, que levou à captura do ditador Nicolás Maduro. Ele foi levado para os EUA, onde será submetido a julgamento em Nova York.
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu, na última segunda-feira (5/1), e a maioria dos países que falaram foram críticos à operação dos EUA na Venezuela. Os norte-americanos, por sua vez, alegaram que o ataque se deu porque Maduro é um “narcoterrorista” e que “não há uma guerra contra a Venezuela ou seu povo”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que está “extremamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade no país, o impacto potencial na região e o precedente que isso pode estabelecer sobre como as relações entre os Estados são conduzidas”.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o mercado de câmbio iniciou a semana “sob cautela, pressionado pelo risco geopolítico decorrente da prisão de Nicolás Maduro, o que levou a alta do dólar pela manhã” na última segunda-feira. Mas o clima foi mudando ao longo do dia.
“A tendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities, com destaque para o petróleo. O movimento de queda da moeda norte-americana ganhou força definitiva após a divulgação do índice de atividade industrial nos EUA abaixo do esperado, indicando desaquecimento na atividade. Esse dado enfraqueceu o índice DXY globalmente, permitindo que o real acompanhasse a queda do dólar no exterior e encaminha-se para fechar em queda”, explica Shahini.
“No mercado acionário, as praças da América Latina absorveram bem o noticiário geopolítico, sem registrar quedas significativas. O grande destaque do dia, contudo, vem do mercado de bonds: títulos de dívida em dólar da Venezuela e da estatal PDVSA dispararam em 40% com a expectativa de uma possível reabertura da econômica e revitalização da indústria de petróleo do país”, concluiu.





