
O dólar à vista registrou queda de 0,11%, cotado a RS 5,39, nesta segunda-feira (24/11).
O dólar à vista registrou queda de 0,11%, cotado a RS 5,39, nesta segunda-feira (24/11). Como a variação foi pequena, na prática, ela indicou estabilidade da moeda americana frente ao real. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,30%, aos 155.239,14 pontos.
Um dos principais vetores dos mercados de câmbio e ações nesta segunda-feira foi a retomada da perspectiva de cortes de juros nos Estados Unidos em dezembro. No próximo mês, acontece a última reunião de 2025 do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Nos últimos dias, os investidores têm seguido à mercê da previsão – que muda de lado frequentemente – de cortes dos juros americanos, fixados no intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano. Nesta segunda-feira, declarações de Christopher Waller, diretor do Fed, reforçaram a possibilidade de flexibilização da taxa em dezembro.
Ele afirmou que dados do setor privado indicam uma economia enfraquecida e não há sinal de que as empresas farão contratações em massa. Waller é cotado para assumir a presidência do Fed, substituindo Jerome Powell, o que pode ocorrer em dezembro ou janeiro, segundo prazo mencionado pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em setembro.
Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar recuou ao longo do dia em um ambiente mais construtivo para moedas emergentes. Para isso, foi crucial a retomada da expectativa de corte de juros já na reunião de dezembro do Fomc. Nesse cenário, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, também registrava leve queda de 0,02%, às 17h10.
“O clima positivo foi reforçado pela alta das commodities, com avanço do minério de ferro e do petróleo, ampliando o suporte para divisas de países exportadores de matérias-primas”, diz Shahini. “No lado doméstico, o recuo das projeções de IPCA e Selic para 2026 também contribuiu para melhorar o humor, ao transmitir uma percepção mais favorável sobre a ancoragem das expectativas de inflação.”
Nesse cenário, as principais bolsas globais subiram nesta segunda-feira. Em Nova York, a elevação foi geral: no caso do S&P 500 o avanço foi de 1,59%; de 0,54% no Dow Jones; e 2,65%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.
O movimento dos índices americanos também foi puxado pelo bom desempenho da Alphabet, dona do Google, depois que a empresa anunciou, na semana passada, o lançamento da nova geração do modelo de inteligência artificial (IA) Gemini 3.
No Brasil, os investidores acompanharam a divulgação dos dados da arrecadação federal. Ela registrou alta real de 0,92% em outubro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$ 261,908 bilhões, e atingiu o maior patamar para outubro da série iniciada em 1995.





