
Tanto o câmbio como o Ibovespa deram um cavalo de pau no fim do pregão. Até as 15h50, o dólar subia em relação à moeda brasileira e a Bolsa desabava.
O dólar caiu 0,49% sobre o real, cotado a R$ 5,21, nesta quinta-feira (19/3). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,35%, aos 180,2 mil pontos.
Tanto o câmbio como o Ibovespa deram um cavalo de pau no fim do pregão. Até as 15h50, o dólar subia em relação à moeda brasileira e a Bolsa desabava.
Pela manhã, os dois movimentos, tanto a elevação do câmbio como a baixa das ações, foram ainda mais bruscos. Logo no início do pregão, a moeda americana chegou a subir mais de 1%, a R$ 5,30. O Ibovespa recuou forte, a 176 mil pontos
Mais uma vez, a instabilidade nos mercados foi provocada por desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Eles fizeram disparar os preços do petróleo e do gás natural, embora eles tenham recuado no fim da sessão.
Novos ataques
Desta vez, o gatilho para o salto das commodities foi acionado depois que bombardeios israelenses atingiram, na quarta-feira (18/3), o complexo de South Pars, o maior campo de produção de gás natural do mundo. O Irã compartilha a reserva no Golfo Pérsico com o Catar. Em resposta, Teerã ameaçou atacar alvos da indústria do petróleo nos países vizinhos.
Nesse contexto, a cotação do barril do tipo Brent, que é a referência para o mercado mundial, atingiu US$ 119 durante a madrugada. Pela manhã, esse valor oscilava entre US$ 113 e US$ 115, em alta superior a 5%. À tarde, os preços diminuíram, chegando, às 15 horas, a uma alta de apenas 0,45%, a US$ 107,8 por barril.
Os principais índices das bolsas globais recuaram nesta quinta-feira. Na Ásia e na Europa, o baque foi geral. À tarde, em Wall Street, o quatro era idêntico. Caíam o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.
Além da questão energética, o cenário econômico subiu um degrau na escala de problemas com as decisões sobre juros anunciadas na quarta-feira (18/3) nos Estados Unidos e no Brasil. Lá, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve as taxas básicas no intervalo entre 3,50% e 3,75%. Aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano.
Ambas as decisões eram amplamente esperadas pelos agentes econômicos. O problema foi o tom duro que cercou a divulgação das medidas. Em entrevista, o presidente do Fed, Jerome Powell, condicionou novos cortes de juros a uma queda efetiva da inflação.





