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“Governo não vai tolerar aumentos abusivos nos preços dos combustíveis”, diz Gleisi

“O Brasil tem um governo do lado do povo brasileiro e dos interesses do País. É bom lembrar que, se estivéssemos nos tempos de Bolsonaro, com sua política de cobrar gasolina a preço dolarizado, o preço dos combustíveis já teria...

“Governo não vai tolerar aumentos abusivos nos preços dos combustíveis”, diz Gleisi

“O governo do presidente Lula alertou hoje que não vai tolerar aumentos abusivos nos preços dos combustíveis, sob o pretexto da guerra no Oriente. Distribuidoras e redes de postos de combustíveis serão punidos severamente e acionados judicialmente se atentarem contra a economia popular, visando seus próprios lucros”

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, destacou nesta quarta-feira (18) que o governo do presidente Lula está adotando providências para não deixar o preço dos combustíveis prejudicarem a economia e a população brasileira. De acordo com a titular da SRI, não serão permitidas “especulação nem exploração da economia popular”.

“O governo do presidente Lula alertou hoje que não vai tolerar aumentos abusivos nos preços dos combustíveis, sob o pretexto da guerra no Oriente. Distribuidoras e redes de postos de combustíveis serão punidos severamente e acionados judicialmente se atentarem contra a economia popular, visando seus próprios lucros”, escreveu Gleisi na rede social X.

“O alerta vale também para quem está tentando manipular os caminhoneiros com objetivos políticos e eleitorais. As mesmas pessoas que tentaram parar as rodovias do país em 2022, para impedir a posse do presidente Lula e apoiar um golpe de Bolsonaro, estão incentivando uma greve política de caminhoneiros”, acrescentou.

Conforme a ministra, o “governo já tomou as providências para que as justas reivindicações sobre o frete dos caminhoneiros sejam cumpridas conforme a lei”. “E também para reduzir o impacto no Brasil do choque de preços internacionais do petróleo provocado pela guerra”, complementou.

Pelo segundo dia seguido, o barril de petróleo Brent fechou acima dos US$ 100 — uma sequência que não se repetia desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro. Nesta quarta-feira, o contrato futuro encerrou a sessão cotado a US$ 107,38, com avanço de 3,8%, ou aproximadamente US$ 4, após bater US$ 109,95 na máxima do dia.

O gatilho para a alta foi a retaliação anunciada pela Guarda Revolucionária iraniana: em resposta ao bombardeio do campo de gás de Pars, o grupo ameaçou atacar múltiplas instalações de energia em toda a região do Oriente Médio, intensificando o temor de novas interrupções no fornecimento global de petróleo.

Um dos motivos para o aumento do petróleo foi o fechamento do Estreito de Ormuz. Uma faixa d’água entre a costa iraniana e o território de Omã. É nesse estreito corredor que o Golfo Pérsico se abre para o Mar Arábico — e por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transacionado globalmente.

Por determinação de uma Medida Provisória, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) assumiu o papel de vigia dos preços nas bombas brasileiras. O alcance do monitoramento é amplo: 19 mil postos distribuídos por nove unidades da federação mais o Distrito Federal estão sob observação.

Os resultados iniciais, apresentados pelo diretor-geral Artur Watt, expõem um mercado fragmentado e com disparidades gritantes — oscilações de até 36% nos preços, com o litro da gasolina chegando perto de R$ 10 em Ourinhos, cidade do interior paulista.

Representantes da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) tiveram nesta terça-feira (17) uma reunião com mais de 100 Procons estaduais e municipais de todo o Brasil para ampliar as ações de fiscalização do setor de combustíveis em andamento. A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades na formação dos preços de combustíveis em postos de todo o Brasil.

Para sustentar o argumento, a federação recorre aos próprios dados da ANP — Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis: o diesel S10, tipo menos poluente, registrou alta de 12% entre as duas primeiras semanas de março, com o preço médio do litro passando de R$ 6,15 na semana encerrada no dia 7 para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP não poupou críticas nesta quarta-feira (18): para a entidade, “distorções estruturais” estão por trás da escalada do preço do diesel nos postos brasileiros. Os números que embasam a denúncia vêm da própria ANP — Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis: entre a semana encerrada em 7 de março e a seguinte, o litro do diesel S10 subiu 12% em média, indo de R$ 6,15 para R$ 6,89.

O cenário se torna ainda mais crítico quando analisado sob a lupa da fiscalização federal. Uma Medida Provisória conferiu à Agência Nacional do Petróleo a atribuição de monitorar preços e produtos em 19 mil postos de combustíveis de nove estados e do Distrito Federal.

O que os dados coletados revelaram preocupa: há variações de até 36% nos valores praticados, com o litro da gasolina flertando com a casa dos R$ 10 em Ourinhos, município do interior de São Paulo, conforme relatou o diretor-geral da agência, Artur Watt.

O presidente Lula assinou dois instrumentos normativos para enfrentar a escalada do preço do diesel no país. Por meio de um decreto, o governo federal suprimiu as alíquotas de PIS e Cofins que recaíam sobre a importação e a comercialização do combustível.

Em paralelo, uma medida provisória abriu caminho para a concessão de subsídios diretos ao segmento produtor e importador. Ambas as iniciativas vigoram até 31 de dezembro e, de acordo com projeções da equipe econômica, têm potencial de reduzir o preço do litro do diesel em até R$ 0,64 quando aplicadas em conjunto.