
O secretário avaliou que, apesar das derrotas impostas ao Executivo na semana passada, há ambiente no Congresso para um “debate saudável”. Ele mencionou apoio de lideranças, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à agenda de consolidação fiscal. “Ninguém disse que não quer cumprir as metas de 2025 e 2026”
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o governo central fechou os 12 meses encerrados em maio com superávit acumulado de quase R$ 20 bilhões. De acordo com ele, esse número representa um desempenho R$ 60 bilhões superior ao mesmo período do ano passado. “Nesse horizonte, a política fiscal é extremamente contracionista”, disse ao Valor Econômico, citando que as despesas estão 3% menores em termos reais.
Mesmo com esse resultado positivo, Ceron demonstrou cautela sobre o restante do ano. Ele destacou que a decisão de um eventual descontingenciamento das despesas bloqueadas em maio só poderá ser tomada após a tramitação de medidas de ajuste em análise no Congresso. “Eu ainda vejo dificuldades para o restante do ano”, afirmou.
Entre as medidas em discussão estão a Medida Provisória 1.303, que propõe aumento de tributação em alguns setores, a regulamentação dos supersalários, a reforma da previdência dos militares e a possibilidade de reversão do decreto que elevou o IOF. Segundo Ceron, essas propostas, mesmo que ajustadas, são essenciais para cumprir a meta fiscal de 2025 e estruturar o orçamento de 2026.
O secretário avaliou que, apesar das derrotas impostas ao Executivo na semana passada, há ambiente no Congresso para um “debate saudável”. Ele mencionou apoio de lideranças, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à agenda de consolidação fiscal. “Ninguém disse que não quer cumprir as metas de 2025 e 2026”, pontuou Ceron.
Ceron também comentou a proposta de fim das isenções de Imposto de Renda para títulos voltados ao agronegócio, infraestrutura e construção civil. Segundo ele, o avanço dessas emissões tem elevado o custo de rolagem da dívida pública. “Não é só o Tesouro que sofre. O equilíbrio piora para todos, e todos estão captando a custos maiores do que antes”, alertou.





