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Petrobras descarta desabastecimento e aponta retenção de combustível como razão para alta dos preços

A presidente da Petrobras também explicou que a companhia perdeu capacidade de influenciar os preços nos postos após a venda da BR Distribuidora, atualmente chamada Vibra Energia.  Segundo ela, quando a estatal tinha participação de cerca de 26% a 27%...

Petrobras descarta desabastecimento e aponta retenção de combustível como razão para alta dos preços

“Quando tínhamos 26% a 27% do mercado (de distribuição), tínhamos a capacidade de influenciar o preço. E, quando a gente deixa de ter esse braço chegando ao consumidor, a Petrobras deixa de influenciar o preço”, afirmou.

 A Petrobras negou que exista risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil e levantou a hipótese de retenção de produtos por agentes do mercado para ampliar margens de lucro. A avaliação foi feita pela presidente da companhia, Magda Chambriard, ao comentar as preocupações sobre possível escassez de gasolina e diesel no país.A  executiva afirmou que a estatal continua entregando combustíveis normalmente às distribuidoras e que não há evidências de falta de produto no sistema.

Magda Chambriard questionou as alegações de escassez e sugeriu que parte do setor pode estar retendo combustível com objetivos especulativos. “Como está faltando produto se nós estamos entregando? A gente pode supor que não é falta de produto. É retenção de produto, especulando para aumentar margem. Cabe às instituições de fiscalização e de controle checarem se isso está acontecendo dessa forma e tomar as medidas cabíveis”, disse Chambriard de acordo com O Globo.

A presidente da Petrobras também explicou que a companhia perdeu capacidade de influenciar os preços nos postos após a venda da BR Distribuidora, atualmente chamada Vibra Energia.  Segundo ela, quando a estatal tinha participação de cerca de 26% a 27% no mercado de distribuição, possuía maior capacidade de impactar os preços ao consumidor.

“Quando tínhamos 26% a 27% do mercado (de distribuição), tínhamos a capacidade de influenciar o preço. E, quando a gente deixa de ter esse braço chegando ao consumidor, a Petrobras deixa de influenciar o preço”, afirmou. Magda acrescentou que os postos que exibem a marca Petrobras pertencem hoje à Vibra, empresa que pode atuar de forma independente na formação de preços.

O diretor de Logística da Petrobras, Cláudio Schlosser, explicou que a empresa trabalha com volumes planejados de fornecimento baseados nos pedidos dos clientes. Esses volumes são convertidos em metas diárias de entrega. Ele afirmou que houve um problema específico no Rio Grande do Sul, o que levou a estatal a realizar um leilão pontual de diesel S500 para atender à demanda adicional.

“Estamos antecipando as entregas ao mercado. Tivemos questões pontuais no Rio Grande do Sul, onde foi identificado um déficit adicional e fizemos um leilão de diesel S500 pontualmente. Tínhamos uma perspectiva de 700 mil a 800 mil metros cúbicos de produtos vindo para cá e efetivamente vimos o desvio de algumas cargas, com 250 mil a 280 mil metros cúbicos, de olho em margens maiores”, afirmou.

Magda Chambriard também destacou que a Petrobras vem adotando medidas para ampliar a produção de combustíveis diante do cenário internacional de instabilidade. Entre as iniciativas, a empresa decidiu adiar paradas de manutenção programadas em refinarias para manter o nível de produção elevado.

“Adiamos manutenção de refinarias e ampliamos a produção de produtos. Estamos com refinarias funcionando a 97%. Não estamos retendo nada. Aqui não cabe reclamação”, concluiu a presidente da Petrobras.