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“Celas espartanas”: as suítes dos generais presos por tentativa de golpe

Diferente da alta cúpula do Exército, a Polícia Federal (PF) tornou pública a imagem da cela do ex-presidente para desarmar versões bolsonaristas de violação de direitos.

“Celas espartanas”: as suítes dos generais presos por tentativa de golpe

A descrição de “ambiente espartano” reflete tanto a austeridade do espaço quanto a tradição de disciplina militar que inspira a referência à antiga Esparta, marcada pela simplicidade e pela resistência

Os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado, estão detidos em celas descritas como “espartanas”. O Exército já decidiu que não divulgará imagens dos locais onde eles cumprem a prisão.

Suíte com TV – As celas adaptadas para os oficiais — pequenas e com estrutura de suíte simples — incluem cama, banheiro, TV e escrivaninha. Há janelas, mas elas deverão permanecer fechadas.

“Ambiente espartano” – A descrição de “ambiente espartano” reflete tanto a austeridade do espaço quanto a tradição de disciplina militar que inspira a referência à antiga Esparta, marcada pela simplicidade e pela resistência ao conforto.

Cela do ex-presidente – Diferente da alta cúpula do Exército, a Polícia Federal (PF) tornou pública a imagem da cela do ex-presidente para desarmar versões bolsonaristas de violação de direitos. No Exército, porém, a avaliação é oposta: considera-se que não há motivo para demonstrar que os generais recebem tratamento adequado dentro das próprias instalações militares.

R$ 2 milhões por ano – Mesmo após perderem posto e patente em eventual decisão do Superior Tribunal Militar (STM), os militares condenados pela trama golpista — incluindo Bolsonaro — continuarão recebendo remunerações que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 2 milhões por ano. Pela legislação, quando um oficial é declarado indigno, o soldo não é extinto: apenas passa a ser pago às famílias.