
Em 2026, o aparelho voltou aos holofotes do mundo com o lançamento do filme indicado quatro vezes ao Oscar, O Agente Secreto.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou, neste mês, a remoção definitiva dos orelhões das ruas de todo o país. Os aparelhos que marcaram época no país deverão deixar de existir até 2028. Apesar disso, as memórias construídas com os orelhões ainda continuam com alguns moradores de São Paulo.
Auge do consumo – Com o aparecimento do celular, o orelhão caiu em desuso e passou a ser utilizado apenas em algumas situações de emergência. Porém, nem sempre foi assim. No auge do consumo telefônico do Brasil, o país chegou a registrar 1,5 milhão de aparelhos espalhados pelas ruas. Atualmente, o número gira em torno dos 30 mil — sendo quase 5 mil na capital paulista.
Fim da concessão – A remoção dos orelhões começou de forma oficial em janeiro de 2026, após o fim da concessão de atuação dos aparelhos no Brasil. Mesmo assim, alguns poucos continuam resistindo à determinação. É o caso de uma dupla de orelhões que “decora” a praça Benedito Calixto, em Pinheiros, na zona oeste paulistana.
O Agente Secreto – Em 2026, o aparelho voltou aos holofotes do mundo com o lançamento do filme indicado quatro vezes ao Oscar, O Agente Secreto. Isso porque o poster do filme, estrelado por Wagner Moura, destaca um orelhão amarelo.
Formato da cabine – O design e o nome orelhão é uma customização exclusiva do Brasil. O formato da cabine — que se assemelha a parte do corpo humano — foi lançado no país em 1972, projetado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira.





