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Presidente do Atlético-GO reclama do fim das bets e ataca Lula: “Não gosto de petista”

“Não estou aqui falando de questão política. O presidente da república tem que respeitar os contratos que nós temos assinados”, prosseguiu.

Presidente do Atlético-GO reclama do fim das bets e ataca Lula: “Não gosto de petista”

“Eu não sou petista. Aliás, não gosto de petista. Eu sou um cara de direita, minhas características são definidas como uma pessoa de direita. Eu vejo petista com desvio moral e intelectual”, afirmou o presidente do Atlético-GO.

O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, atacou o presidente Lula e o PT ao reclamar sobre a proibição de bets. Ele defendeu que os contratos de patrocínio já assinados pelos clubes sejam respeitados.

Em entrevista coletiva nesta quinta (24), ele afirmou que é contra as bets, embora considere necessária uma transição para evitar perdas financeiras às equipes. Adson declarou ser de direita e disse que “não gosta de petista”.

“Eu não sou petista. Aliás, não gosto de petista. Eu sou um cara de direita, minhas características são definidas como uma pessoa de direita. Eu vejo petista com desvio moral e intelectual”, afirmou o presidente do Atlético-GO.

“Não estou aqui falando de questão política. O presidente da república tem que respeitar os contratos que nós temos assinados”, prosseguiu.

Ele disse que o Atlético-GO já recebeu valores de sua patrocinadora e alertou que uma rescisão poderia obrigar o clube a devolver recursos. Para Adson, a ruptura imediata dos acordos comerciais criaria dificuldades para equipes que dependem dessa fonte de receita.

Apesar de defender os contratos atuais, Adson Batista afirmou que nunca apostou e não pretende apostar. Em manifestações anteriores, ele já havia dito que as casas de apostas poderiam deixar o futebol brasileiro quando se encerrarem os vínculos comerciais em vigor.

O dirigente argumenta que os clubes precisam de prazo para reorganizar receitas e despesas se perderem os patrocínios do setor. A posição dele prevê o cumprimento das obrigações já assumidas por empresas e equipes antes de uma mudança definitiva.

Na coletiva, Adson também classificou como eleitoral o momento em que o debate sobre as bets ganhou força. Ele avaliou que uma alteração de grande alcance deveria envolver previamente os setores afetados.

Lula intensificou nas últimas semanas as críticas às apostas online e afirmou que pretende acabar com as bets. O presidente também disse que os clubes terão de buscar outras formas de financiamento se as plataformas deixarem de operar no país.

O governo discute uma Medida Provisória com possibilidades que vão de restrições à publicidade e aos jogos de cassino online até uma proibição mais ampla das plataformas.