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Assessor de Trump pede reunião com Itamaraty após ordem de Moraes

Beattie é conhecido por seu envolvimento com figuras de extrema-direita, especialmente com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e ataques a autoridades brasileiras, incluindo Moraes.

Assessor de Trump pede reunião com Itamaraty após ordem de Moraes

Beattie é conhecido por seu envolvimento com figuras de extrema-direita, especialmente com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e ataques a autoridades brasileiras, incluindo Moraes.

Darren Beattie, conselheiro-sênior para Políticas de Brasil do Departamento de Estado dos Estados Unidos, solicitou formalmente uma reunião com diplomatas brasileiros no Itamaraty, após a repercussão de um pedido para visitar ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. A informação é da coluna de Mariana Sanches no UOL.

O diplomata, que inicialmente não havia entrado em contato com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ou outras pastas, fez o pedido após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pedir ao governo brasileiro informações sobre sua agenda no país.

A defesa havia solicitado que Beattie visitasse Bolsonaro entre os dias 16 e 17 de março, mas Moraes autorizou o encontro para o dia 18, limitando o horário das visitas. Em resposta, a defesa do ex-presidente tentou mudar as datas, alegando compromissos diplomáticos do americano.

Fontes do governo brasileiro afirmaram que, até aquele momento, tais compromissos não haviam sido confirmados em Brasília.

Beattie é conhecido por seu envolvimento com figuras de extrema-direita, especialmente com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e ataques a autoridades brasileiras, incluindo Moraes.

O conselheiro foi nomeado por Donald Trump para tratar de questões relacionadas ao Brasil, mas sua presença tem causado desconforto no governo Lula. Beattie tem atacado o presidente e já chamou o magistrado de “principal arquiteto da censura” no país.

O aliado de Trump fez parte das discussões sobre sanções a autoridades brasileiras e tarifas ao Brasil, medidas revertidas posteriormente. O republicano e seus aliados têm discutido reincluir Moraes na Lei Magnitsky e o conselheiro faz parte dessas conversas.

A nova crise com os americanos tem precedentes, já que uma delegação de diplomatas do governo Trump visitou a casa de Bolsonaro em maio do ano passado alegando discussões sobre combate ao crime organizado.

Na ocasião, o governo Lula não foi informado sobre o movimento e diplomatas viram a situação como desrespeitosa. Menos de dois meses depois, Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre o Brasil sob alegação de que Bolsonaro estava sendo perseguido politicamente.