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Barroso anuncia aposentadoria do STF: “Hora de seguir novos rumos”

Indicado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, Barroso consolidou-se como uma das vozes mais influentes do Supremo. Relatou ações de grande impacto social e político, como a que suspendeu despejos durante a pandemia e a que garantiu transporte público...

Barroso anuncia aposentadoria do STF: “Hora de seguir novos rumos”

“É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, declarou.

O ministro Luís Roberto Barroso anunciou que deixará o Supremo Tribunal Federal (STF) antes do prazo legal, encerrando uma trajetória de mais de doze anos na Corte. A decisão, amadurecida desde sua saída da presidência do tribunal, foi comunicada nesta quinta-feira (9) e já movimenta os bastidores do governo e do Judiciário.

Barroso fez um discurso emocionado, recebeu aplausos de pé dos colegas e disse que pretende “seguir novos rumos”. Segundo ele, a decisão foi pessoal e tomada sem relação com o momento político.

“É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, declarou.

“Foi uma decisão longamente amadurecida que nada tem a ver com fatos da conjuntura atual. Há dois anos, comuniquei o presidente da República (Lula) sobre essa possível intenção. Essa é a última sessão plenária de que participo”.

Natural de Vassouras (RJ), Barroso é professor titular de Direito Constitucional na Uerj, doutor pela mesma universidade, mestre pela Universidade de Yale e pós-doutor pela Universidade de Harvard, ambas nos Estados Unidos.

O anúncio antecipado abriu espaço para intensas articulações em torno da sucessão. O nome mais cotado é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, de perfil técnico e próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também circulam como possibilidades o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente do TCU, Bruno Dantas, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho. A decisão final dependerá da estratégia política do governo diante das eleições de 2026.