
As especulações sobre a saída antecipada de Barroso não são novas. Já em 2023, ele ventilou a Lula a ideia de deixar o Supremo após concluir a presidência da Corte.
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu em entrevistas recentes que avalia antecipar sua aposentadoria da Corte. O gesto reacendeu em Brasília a corrida pela próxima vaga no Supremo, que seria a terceira indicação de Lula neste mandato, conforme informações da colunista Daniela Lima, do UOL.
Hoje, três candidatos aparecem como os mais fortes. No topo está Jorge Messias, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU). Dentro do Supremo, Messias é visto como alguém que “chega com força” na corrida. Lula tem confiança pessoal e apreço por ele, critérios que têm pesado nas escolhas do presidente desde seu retorno ao Planalto.
A dificuldade seria a aprovação no Senado de um nome tão ligado ao PT. No entanto, os últimos dois indicados com perfil semelhante — Cristiano Zanin e Flávio Dino — também enfrentaram resistência, mas acabaram aprovados.
Outro cotado é Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado. Ele conta com o apoio de Davi Alcolumbre, aliado de Alexandre de Moraes e amigo próximo de Gilmar Mendes. Além disso, Pacheco tem sido elogiado por ministros do Supremo.
Aliados destacam que Lula tem adotado como critério central a confiança pessoal. “O Lula que faz as escolhas hoje é um Lula que passou 580 dias preso”, resumiu um interlocutor próximo. Foi assim com as nomeações de Zanin e Dino, e tudo indica que seguirá a mesma lógica na próxima escolha.
As especulações sobre a saída antecipada de Barroso não são novas. Já em 2023, ele ventilou a Lula a ideia de deixar o Supremo após concluir a presidência da Corte. Nesta segunda-feira (29), Barroso passa o comando ao ministro Edson Fachin, reforçando a percepção de que chegou ao fim de um ciclo.





