
Durante a sustentação oral, Gonet citou episódios que, segundo ele, mostraram o avanço do plano golpista. Entre eles estão o discurso de Bolsonaro no 7 de setembro de 2021, as críticas constantes às urnas eletrônicas e a reunião com embaixadores em julho de 2022. “Buscava-se tornar aceitável e até esperável o recurso à força contra o resultado eleitoral de derrota”,
Nesta terça-feira (25), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no Supremo Tribunal Federal (STF), que Jair Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder.
Gonet disse que o grupo “documentou seu projeto” e apresentou provas como manuscritos, arquivos digitais, planilhas e mensagens. “A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, general Braga Netto”, afirmou. Ele também destacou o uso de redes sociais para espalhar mentiras e estimular a ruptura institucional.
Durante a sustentação oral, Gonet citou episódios que, segundo ele, mostraram o avanço do plano golpista. Entre eles estão o discurso de Bolsonaro no 7 de setembro de 2021, as críticas constantes às urnas eletrônicas e a reunião com embaixadores em julho de 2022. “Buscava-se tornar aceitável e até esperável o recurso à força contra o resultado eleitoral de derrota”, disse.
A denúncia apresentada pela PGR envolve 34 pessoas acusadas de crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, entre outros.
O julgamento desta terça trata dos oito principais acusados, entre eles Bolsonaro, Braga Netto, Augusto Heleno e Anderson Torres. As penas podem chegar a 43 anos de prisão.