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Agentes do ICE que mataram homem durante ação em Minneapolis deixam a cidade

O comandante Gregory Bovino afirmou, em coletiva no domingo (25), que “Todos os agentes que estiveram envolvidos naquela cena estão trabalhando, não em Minneapolis, mas em outros locais. Isso é para a segurança deles”.

Agentes do ICE que mataram homem durante ação em Minneapolis deixam a cidade

Autoridades federais transferiram os agentes que participaram da ação em que Alex Pretti, de 37 anos, foi morto em Minneapolis para outras localidades, em meio a protestos e críticas generalizadas. A mudança, segundo o comando da Patrulha de Fronteira, visa proteger os profissionais após o caso ganhar forte repercussão nos Estados Unidos.

Autoridades federais transferiram os agentes que participaram da ação em que Alex Pretti, de 37 anos, foi morto em Minneapolis para outras localidades, em meio a protestos e críticas generalizadas. A mudança, segundo o comando da Patrulha de Fronteira, visa proteger os profissionais após o caso ganhar forte repercussão nos Estados Unidos.

O comandante Gregory Bovino afirmou, em coletiva no domingo (25), que “Todos os agentes que estiveram envolvidos naquela cena estão trabalhando, não em Minneapolis, mas em outros locais. Isso é para a segurança deles”. Ele reforçou que a decisão foi tomada para evitar a divulgação de informações pessoais — prática conhecida como “doxxing”.

A transferência ocorre num contexto de tensão crescente em Minneapolis, onde autoridades estaduais e federais entram em atrito sobre a forma de conduzir a investigação. O caso aconteceu no sábado (24), durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em busca de um imigrante sem documentos.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Pretti portava “uma arma de fogo e dois carregadores”, e sua conduta teria sido interpretada como ameaça, levando agentes a tentar desarmá-lo. A versão oficial afirma que um agente da Patrulha de Fronteira disparou em legítima defesa.

Imagens que circulam nas redes sociais e vídeos analisados por jornalistas, no entanto, parecem mostrar cenas diferentes — incluindo um agente federal retirando um objeto que se assemelha a uma arma dele momentos antes de ele ser atingido pelos tiros. Testemunhas dizem que ele não resistiu nem tentou pegar a arma.

O governador de Minnesota, Tim Walz, criticou duramente a versão divulgada por autoridades federais, chamando-a de “absurda” e “mentirosa”. Ele disse que o episódio é um “ponto de inflexão” e que os norte-americanos não podem aceitar a difamação de um cidadão pouco depois de sua morte.

O tiroteio de Pretti se soma a outro incidente recente em Minneapolis, ampliando a pressão política sobre as operações do ICE no estado e motivando pedidos por investigações completas e transparentes. Líderes locais exigem que as autoridades estaduais tenham acesso às provas e que o processo seja conduzido com imparcialidade.