
“Na verdade, o estreito de Ormuz está aberto”, afirmou o chanceler. “Ele está fechado apenas para os petroleiros e navios que pertencem aos nossos inimigos, àqueles que estão nos atacando e aos seus aliados. Os demais estão livres para passar”, acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado que o estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional, com exceção de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões na região após ataques militares dos Estados Unidos contra alvos iranianos.
O governo iraniano busca demonstrar que a rota marítima estratégica continua operacional para a maioria dos países, apesar do conflito e do aumento dos riscos de segurança na área.
“Na verdade, o estreito de Ormuz está aberto”, afirmou o chanceler. “Ele está fechado apenas para os petroleiros e navios que pertencem aos nossos inimigos, àqueles que estão nos atacando e aos seus aliados. Os demais estão livres para passar”, acrescentou.
A ilha é considerada vital para a economia iraniana, já que cerca de 90% das exportações de petróleo do país passam por esse terminal. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir a infraestrutura petrolífera da ilha caso o Irã não permita a passagem segura de navios pela região.
Araghchi afirmou que parte das embarcações comerciais tem evitado navegar pelo estreito por motivos de segurança, mas negou que o Irã esteja impedindo o trânsito de forma generalizada.
“E posso dizer que o estreito não está fechado, mas está fechado apenas para navios e petroleiros americanos e israelenses, e não para os demais”, declarou.
“Eles cruzaram o estreito de Ormuz com segurança nas primeiras horas desta manhã e estão a caminho da Índia”, afirmou Rajesh Kumar Sinha, ministro de Portos e Navegação da Índia.
Dados da UK Maritime Trade Operations indicam que pelo menos 16 embarcações que operavam no Golfo e nas proximidades do estreito de Ormuz foram atacadas desde o início do conflito, iniciado em 28 de fevereiro. O aumento dos incidentes marítimos elevou o alerta internacional sobre a segurança da navegação em uma das rotas energéticas mais sensíveis do planeta.





