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Maduro chega a tribunal em Nova York para primeira audiência

Maduro chegou ao tribunal ao lado da esposa, Cilia Flores. Acompanhados por policiais norte-americanos, ambos vestem roupas de detentos e estão algemados.

Maduro chega a tribunal em Nova York para primeira audiência

Maduro chegou ao tribunal ao lado da esposa, Cilia Flores. Acompanhados por policiais norte-americanos, ambos vestem roupas de detentos e estão algemados.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, preso pelos EUA no sábado (3/1), já está em um tribunal, em Manhattan, coração de Nova York, onde passa por audiência. Na Justiça norte-americana, ele responderá por crimes como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — metralhadoras e explosivos — e lavagem de recursos provenientes do tráfico.

Ele foi levado ao local acompanhado da esposa, Cilia Flores, após deixar o Metropolitan Detention Center (MDC), onde estava detido desde sábado (3), quando foi sequestrado em Caracas.

A audiência está marcada para as 14h (horário de Brasília) e será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, magistrado de 92 anos com longa trajetória na Justiça americana e atuação em processos de grande repercussão.

Maduro chegou ao tribunal ao lado da esposa, Cilia Flores. Acompanhados por policiais norte-americanos, ambos vestem roupas de detentos e estão algemados.

No sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma nova acusação formal contra Maduro, inserida em um processo criminal que, de acordo com o governo federal americano, tramita há cerca de 15 anos. A denúncia mantém as mesmas quatro acusações apresentadas anteriormente em Nova York, em 2020: narco-terrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração.

O caso ocorre em meio a forte repercussão internacional. Ainda nesta segunda-feira, o Conselho da ONU se reúne para discutir o sequestro do presidente venezuelano. No cenário político, a presidente interina da Venezuela afirmou que pretende trabalhar “junto” com os Estados Unidos, enquanto Donald Trump, presidente norte-americano, sugeriu um segundo ataque contra a Venezuela caso o governo “não se comportar”.