
Segundo Putin, o interesse russo em retirar suas tropas dos territórios ocupados atualmente é praticamente nulo.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (27/12) que, caso a Ucrânia não esteja disposta a resolver a questão de forma pacífica, Moscou cumprirá “todas as tarefas do Distrito Militar Central pela força”.
Segundo Putin, o interesse russo em retirar suas tropas dos territórios ocupados atualmente é praticamente nulo.
“Se Kiev não estiver disposta a resolver a questão pacificamente, a Rússia resolverá todas as tarefas do Distrito Militar Central pela força”, afirmou Putin.
Na visão do líder do Kremlin, resolver as questões seria a Ucrânia desistir dos territórios invadidos pela Rússia desde 2022.
As declarações ocorrem às vésperas da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky, prevista para este domingo (28/12), na Flórida.
O encontro, conduzido em meio a negociações diplomáticas entre Washington e Kiev, visa tratar de questões sensíveis sobre um possível cessar-fogo e concessões territoriais, consideradas o principal entrave para um acordo de paz.
O republicano chegou a usar novamente um tom debochado ao falar sobre o ucraniano. Em entrevista ao site Politico, publicada nesta sexta-feira (26/12) Trump afirmou, que o líder ucraniano “não tem nada até que eu aprove”, em referência às negociações para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.
Apesar da declaração, o presidente americano disse acreditar que o encontro pode ser produtivo. “Acho que vai correr tudo bem com ele. Acho que vai correr tudo bem com [Vladimir] Putin”, afirmou, acrescentando que espera conversar com o presidente russo “em breve”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que pretende tratar diretamente com Donald Trump de temas sensíveis, incluindo possíveis concessões territoriais exigidas por Moscou como condição para encerrar o conflito. Zelensky reforçou que decisões desse tipo só podem ser tomadas ao nível de chefes de Estado.
Em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira, o líder ucraniano ponderou que o encontro pode não resultar em um acordo definitivo, mas garantiu que os dois lados tentarão “finalizar o máximo possível”. Mais cedo, ele havia demonstrado otimismo ao afirmar que “muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”.
Segundo Zelensky, um plano de paz com 20 pontos, elaborado em conjunto por autoridades ucranianas e americanas, está “90% pronto”. O documento prevê garantias de segurança para a Ucrânia, evitando novas agressões russas, e estabelece mecanismos para a reconstrução do país após a guerra.





