
“Trump cobiçou a Groenlândia por anos. Ao apresentar sua reivindicação, ele falou da Otan com um desprezo que deveria colocar as capitais da Europa em alerta máximo” defendeu.
A capa da revista britânica, The Economist, desta semana, traz uma ilustração de Donald Trump sem camisa, montado em um urso polar, para simbolizar a disputa pela Groenlândia e o que a revista vê como um risco maior: o futuro das alianças americanas.
Para a Economist, a crise da Groenlândia deixa lições mais amplas. Uma delas é que Trump recua sob pressão, “sem necessariamente abrir mão de seus objetivos de longo prazo”. Outra é que a “visão estreita e pessimista” do presidente e sua disposição de “reescrever a história” corroeram a confiança que sustentava as alianças dos EUA.
A revista escreve que, sob Trump, “cada desentendimento ameaça ser existencial” e que ele “antecipa um realinhamento global para o qual os aliados da América precisam se preparar”.
No diagnóstico final, a Economist afirma que Trump dificilmente abandonará a ideia de que aliados “são parasitas” e que valores compartilhados “são coisa de otário” — e que isso inevitavelmente levará a novos confrontos, “seja sobre a Groenlândia ou outra coisa”.
O artigo conclui que, após décadas de “proteção americana que embalou os europeus”, esses tempos acabaram, e que líderes do continente precisam, ao mesmo tempo, tentar desacelerar a erosão da aliança e planejar “o dia em que a Otan não existir mais”.
A imagem está sendo associada a uma outra montagem feita quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, divulgou fotos sem camisa montado em um cavalo e memes na internet trocaram o equino por um urso pardo.
O artigo a que a capa se refere é intitulado: “O verdadeiro perigo representado por Donald Trump”, seguido da frase “apesar da retirada tática, grandes riscos permanecem”.
No X, a legenda da publicação alerta os países aliados dos norte-americanos para a possibilidade da Organização do Tratado Norte (Otan) acabar:
“A crise da Groenlândia traz lições para todos os países. Os aliados dos Estados Unidos precisam se preparar para um mundo em que estarão sozinhos e a Otan não existirá mais”, diz a revista.
Segundo a The Economist, cobiça a Groenlândia há anos e, ao tratar do tema, exibe “desprezo” pela Otan.
“Trump cobiçou a Groenlândia por anos. Ao apresentar sua reivindicação, ele falou da Otan com um desprezo que deveria colocar as capitais da Europa em alerta máximo” defendeu.
A revista continua: “A crise da Groenlândia traz lições para todos os países. Uma delas é que Trump cederá sob pressão, sem necessariamente abrir mão de seus objetivos de longo prazo. Outra é que a visão estreita e pessimista do presidente sobre o mundo e sua disposição para reescrever a história corroeram a confiança que antes sustentava as alianças americanas”.





