
Casa Branca cortou recursos para os sul-africanos, promoveu um boicote à reunião do G20 que ocorreu no país africano e prometeu asilo a brancos sul-africanos que afirmem estarem sendo alvo de discriminação por parte do governo de Cyril Ramaphosa.
O governo de Donald Trump anunciou na noite desta sexta-feira a expulsão do embaixador da África do Sul em Washington.
A medida aprofunda a crise diplomática entre os dois países. Nas últimas semanas, a Casa Branca cortou recursos para os sul-africanos, promoveu um boicote à reunião do G20 que ocorreu no país africano e prometeu asilo a brancos sul-africanos que afirmem estarem sendo alvo de discriminação por parte do governo de Cyril Ramaphosa.
Agora, o Departamento de Estado anunciou que o embaixador Ebrahim Rasool não é bem-vindo ao país e que passou a ser considerado persona non grata. O gesto foi tomado depois de o diplomata ter acusado Trump de promover supremacistas brancos.
“O embaixador da África do Sul nos Estados Unidos não é mais bem-vindo em nosso grande país”, disse Marco Rubio, secretário de Estado. “Ebrahim Rasool é um político que faz ataques raciais e odeia os Estados Unidos e o @POTUS (presidente dos EUA). Não temos nada a discutir com ele e, portanto, ele é considerado PERSONA NON GRATA”, completou.
A resposta não demorou para chegar. O embaixador Rasool criticou Trump e seus aliados por promoverem teses supremacistas. Ele usou como referência o apoio de Musk e do vice-presidente JD Vance ao britânico Nigel Farage e ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha, herdeiro do movimento nazista.
A reação de Trump foi, agora, a expulsão do embaixador do país que ocupa a presidência do G20.