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CV envia menores armados com submetralhadora para matar rival

Durante a chegada das equipes, um dos adolescentes tentou escapar pulando um muro lateral, mas acabou capturado após cerco policial. O segundo infrator foi encontrado escondido na residência ao lado.

CV envia menores armados com submetralhadora para matar rival

egundo a PM, a dupla havia sido enviada pela facção Comando Vermelho (CV) para executar um homicídio na cidade como forma de quitar uma dívida com criminosos.

Dois adolescentes, de 16 e 17 anos, foram apreendidos pela Polícia Militar na noite de terça-feira (4/11) em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, após serem flagrados com uma submetralhadora. Segundo a PM, a dupla havia sido enviada pela facção Comando Vermelho (CV) para executar um homicídio na cidade como forma de quitar uma dívida com criminosos.

A ação ocorreu em uma casa situada na Rua C, esquina com a Rua São Messias. O endereço já era monitorado pelas forças de segurança por ser utilizado como base de apoio para criminosos vindos de outras regiões e até palco de um assassinato anterior.

Durante a chegada das equipes, um dos adolescentes tentou escapar pulando um muro lateral, mas acabou capturado após cerco policial. O segundo infrator foi encontrado escondido na residência ao lado.

Após uma varredura no imóvel, os policiais localizaram uma submetralhadora, dois carregadores e 36 munições – armamento de uso restrito, frequentemente empregado por facções armadas em confrontos urbanos.

Ao serem questionados, os jovens confessaram que chegaram a Cáceres no dia 3 deste mês com ordem de executar um rival. O alvo – assim como o restante do plano – seria informado por um integrante do CV que cumpre pena em uma penitenciária. O crime serviria para quitar uma dívida com a facção.

A polícia ainda se deslocou até um assentamento no Vale Verde, onde os adolescentes afirmaram ter se escondido anteriormente. Nenhum material ilícito foi encontrado.

Os dois menores foram conduzidos à 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação para identificar os responsáveis por ordenar o homicídio e monitorar a expansão da facção na região de fronteira com a Bolívia.