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Fraude do INSS – PF apreende carro de luxo, relógios, armas e dinheiro adquiridos com recursos desviados do esquema

Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam armas, dinheiro, carros de luxo, relógios importados, joias e outros bens de alto valor, adquiridos, segundo as investigações, com recursos desviados do esquema.

Fraude do INSS - PF apreende carro de luxo, relógios, armas e dinheiro adquiridos com recursos desviados do esquema

O senador Weverton Rocha informou que recebeu com surpresa a busca na sua residência e, “com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão.”

A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18/12) pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), expôs o padrão de vida elevado sustentado com dinheiro retirado ilegalmente de aposentados e pensionistas do INSS.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam armas, dinheiro, carros de luxo, relógios importados, joias e outros bens de alto valor, adquiridos, segundo as investigações, com recursos desviados do esquema.

A ação resultou na prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores da fraude e preso desde setembro.

De acordo com a PF, Romeu tinha autorização para movimentar contas de empresas usadas no esquema e aparece como sócio em estruturas financeiras investigadas.

Outro alvo de prisão é o advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis.

O senador Weverton Rocha informou que recebeu com surpresa a busca na sua residência e, “com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão.”

As investigações indicam que a organização criminosa promovia descontos associativos não autorizados diretamente na folha de pagamento de aposentadorias e pensões.

Os valores eram retirados mensalmente como se os beneficiários tivessem se filiado a associações de classe, algo que, na maioria dos casos, nunca ocorreu.

Esses recursos abasteciam as entidades envolvidas e, posteriormente, eram diluídos em contas de empresas, familiares e intermediários, além de convertidos em bens de luxo para ocultar a origem do dinheiro.

A PF aponta a existência de núcleos especializados em captação de dados, inserção de informações falsas em sistemas oficiais e lavagem de dinheiro.

Segundo a CGU, as associações alegavam oferecer serviços como assistência jurídica e convênios médicos, mas não possuíam estrutura mínima para funcionamento real. Ao menos 11 entidades tiveram contratos suspensos por decisão judicial.

O escândalo provocou uma crise no governo federal e culminou na saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), que pediu demissão após o avanço das investigações. O ministério passou a ser comandado por Wolney Queiroz, em meio ao esforço de contenção dos danos institucionais.

Em julho, o governo anunciou a devolução dos valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas. O ressarcimento ocorre em parcela única, e o prazo para contestação dos descontos foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026.