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Hacker Delgatti é transferido do “presídio dos famosos” para outra prisão

A Penitenciária II de Potim, onde ele foi realocado, já havia registrado um motim no ano anterior, que resultou em ferimentos em três presos. O hacker, que cumpre pena em regime fechado, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a...

Hacker Delgatti é transferido do “presídio dos famosos” para outra prisão

Walter Delgatti Neto foi transferido da Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado”, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ambas localizadas no interior de São Paulo.

Walter Delgatti Neto, o hacker condenado pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi transferido da Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado”, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ambas localizadas no interior de São Paulo. Ele cumpria pena há quase 3 anos e chegou ao local em fevereiro do ano passado.

A transferência ocorreu em dezembro, juntamente com outros detentos. A Penitenciária II de Potim, onde ele foi realocado, já havia registrado um motim no ano anterior, que resultou em ferimentos em três presos. O hacker, que cumpre pena em regime fechado, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ em janeiro de 2023.

O objetivo da invasão, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), era desestabilizar o Judiciário e questionar a legitimidade das eleições de 2022. Além de inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, Delgatti foi condenado também por outros crimes relacionados à operação de hackeamento.

Antes de ser condenado pela invasão do CNJ, Delgatti já enfrentava uma condenação de 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas, uma sentença vinculada à Operação Spoofing. Ele ainda responde em liberdade a este caso, já que recursos estão pendentes na Justiça Federal de Brasília, na segunda instância.

Além de Delgatti, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi condenada pela mesma invasão ao sistema do CNJ. Ela foi considerada pela PGR a mentora do crime e, como resultado, perdeu o mandato e recebeu uma sentença de 10 anos de prisão.

O nome de Zambelli foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol, o que facilita sua busca internacional. Sua condenação foi reforçada pelos argumentos da PGR, que alegaram que ela desempenhou um papel fundamental na articulação do ataque ao CNJ.