
Fuminho também é um dos braços direitos de Marcola e foi preso em abril de 2020, em Moçambique, depois de 21 anos foragido.
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou uma série de requerimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Entre eles, estão pedidos de convocação para ouvir Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, e Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, ambos apontados como lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Marcolinha, irmão mais novo de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, é conhecido por atuar como interlocutor com a facção Comando Vermelho (CV) e também como conselheiro de Marcola. Embora tenha cumprido sua pena de 33 anos e 11 meses, ele segue preso na Penitenciária Federal de Brasília por ainda ser um membro influente dentro do PCC.
Ele começou a cumprir pena em novembro de 1990, o que foi interrompido por duas fugas — entre dezembro de 1993 e julho de 1998, e entre janeiro de 2001 e março de 2006. Apesar dessas interrupções, a Justiça considerou a pena integralmente cumprida em 16 de dezembro de 2024. Ele está no sistema penitenciário federal desde fevereiro de 2019.
Fuminho também é um dos braços direitos de Marcola e foi preso em abril de 2020, em Moçambique, depois de 21 anos foragido. Investigações também o apontam como tendo ligações com a ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria, na Itália, e que ele controlava parte do esquema para escoar cocaína para a Europa a partir do Porto de Santos, no litoral paulista.
A CPI do Crime Organizado
A CPI foi criada por determinação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Foi instalada na última terça-feira (4/11), uma semana depois da megaoperação no Rio de Janeiro que deixou ao menos 121 mortos.
A ação policial no Rio tinha o objetivo de combater a expansão do Comando Vermelho, mas a proporção da operação fez com que os resultados repercutissem tanto na opinião pública como na atividade parlamentar.
Parlamentares da base governista conseguiram emplacar o senador Fabiano Contarato (PT-ES) como presidente – diminuindo as chances de criar-se um novo flanco de desgaste para o governo, como imaginou-se que seria a CPI do INSS.
O relator da CPI do Crime será o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Os pedidos apresentados por Do Val ainda não foram apreciados pelos membros da CPI. Ou seja, mesmo com a apresentação do requerimento, há a possibilidade de que os membros barrem as convocações.
Outros pedidos do senador que aguardam avaliação dos parlamentares são requerimentos para ouvir outros supostos envolvidos com o crime, como Júlio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola, apontado como braço direito de Marcola.





