
O banqueiro foi preso por ordem do ministro André Mendonça após análise de mensagens encontradas em um dos aparelhos, que indicariam ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
Investigadores da Polícia Federal apreenderam mais três celulares do banqueiro Daniel Vorcaro no momento da prisão dele em São Paulo, realizada nesta quarta-feira (4). Com os novos aparelhos, a investigação sobre o caso Banco Master passa a contar com oito celulares atribuídos ao empresário. Os dispositivos foram lacrados e ainda não passaram por perícia técnica.
Até agora, as informações analisadas pelos investigadores foram extraídas de apenas um desses aparelhos. Segundo integrantes da investigação, cerca de 30% do conteúdo desse celular foi examinado até o momento. O material coletado integra o inquérito que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Polícia Federal e o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso, devem se reunir na próxima semana para avaliar o andamento das apurações e definir os próximos passos da investigação. Há a avaliação de que pode ser necessário ampliar a equipe de peritos, analistas e técnicos responsáveis pela extração e análise do conteúdo dos celulares.
O banqueiro foi preso por ordem do ministro André Mendonça após análise de mensagens encontradas em um dos aparelhos, que indicariam ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias. Na mesma decisão, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens para ressarcimento de prejuízos ao sistema financeiro.
Mensagens extraídas de um dos celulares também mencionam encontros, conversas e viagens envolvendo autoridades e políticos. Entre os nomes citados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ministro do STF Alexandre de Moraes e os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB).





