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PF prende Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio

Segundo as investigações, ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira e também é investigado por envolvimento nas mortes do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o...

PF prende Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio

Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso nesta quinta (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ)

Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso nesta quinta (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), com atuação da Polícia Federal e da Polícia Civil. Ele estava foragido e foi localizado após trabalho de inteligência.

Na mesma ação, também foi detido o policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, apontado como integrante da segurança do contraventor. Adilsinho tinha cinco mandados de prisão preventiva em aberto, quatro por homicídio e um por organização criminosa, além de ordem expedida pela Justiça Federal.

Segundo as investigações, ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira e também é investigado por envolvimento nas mortes do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho.

Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio, ele é considerado pela polícia o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado. A PF afirma que, a partir de 2018, ele passou a reinvestir recursos da contravenção na fabricação e venda de cigarros clandestinos, comercializados abaixo do preço mínimo fixado por decreto. Também é apontado como ligado a um cassino on-line ilegal que teria movimentado R$ 130 milhões em três anos.

Nos últimos dois meses, ele vinha sendo monitorado e adotava estratégia para dificultar a captura, alternando imóveis alugados e se deslocando com frequência para áreas de fronteira no Paraná e em Mato Grosso. Segundo a polícia, as viagens também tinham o objetivo de negociar com fornecedores do mercado ilegal de cigarros.

A prisão é desdobramento da Operação Libertatis II, deflagrada em março de 2025 para desarticular uma das maiores estruturas criminosas do setor no Rio. Na ocasião, foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e 12 medidas cautelares. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 350 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos de luxo, criptomoedas e valores em contas bancárias.