
Segundo o Datafolha, 29% dos entrevistados consideram o governo “ótimo” ou “bom” (eram 24% em fevereiro), enquanto 38% o consideram “ruim” ou “péssimo” (eram 41% em fevereiro).
“Do ponto de vista de projeto eleitoral, o presidente Lula também tem muito a comemorar com essa pesquisa do Datafolha”, disse o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, apresentador do programa CNN Eleições: 2026 já começou, ao comentar os resultados mais recentes da pesquisa, divulgados nesta sexta-feira (4).
A equipe de comunicação do governo federal, sob o comando do ministro Sidônio Palmeira, pode estar celebrando os números que indicam uma melhora na popularidade do governo, acrescentou.
A pesquisa mostrou um aumento significativo na avaliação positiva da administração federal, especialmente em comparação com o levantamento de fevereiro, que havia registrado a pior avaliação do governo Lula nos três mandatos. Segundo o Datafolha, 29% dos entrevistados consideram o governo “ótimo” ou “bom” (eram 24% em fevereiro), enquanto 38% o consideram “ruim” ou “péssimo” (eram 41% em fevereiro).
Lavareda já havia antecipado essa tendência de recuperação em sua coluna na CNN, no dia 30 de março, afirmando que “o governo estava parando de piorar naquele momento e melhorando desde então”. Ele acrescentou: “O movimento da avaliação positiva foi de +5, e o movimento da avaliação negativa foi de -3. Então, você tem um movimento combinado de oito pontos, o que é muito expressivo, muito significativo.”
Além da avaliação da gestão, a pesquisa também mediu pela primeira vez a aprovação do Executivo. Nesse quesito, o governo Lula é desaprovado por 49% e aprovado por 48%, o que representa um empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais.
Para Lavareda, a diferença numérica de 1 ponto percentual entre aprovação e desaprovação é significativa e deve ser comemorada. Ele concluiu: “Do ponto de vista de projeto eleitoral, o presidente Lula também tem muito a comemorar com essa pesquisa do Datafolha, sobretudo com a força da marca do instituto.”