
As manifestações organizadas pela esquerda nesta tarde reuniram cerca de 18,9 mil pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro, e 13,7 mil na avenida Paulista, em São Paulo.
As manifestações organizadas pela esquerda nesta tarde reuniram cerca de 18,9 mil pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro, e 13,7 mil na avenida Paulista, em São Paulo. O levantamento foi feito pelo Monitor do Debate Político do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common.
O cálculo foi feito a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. Com a margem de erro de 12%, a contagem aponta um público entre 12,1 mil e 15,4 mil no momento de pico na capital paulista. No Rio, o cálculo fica entre entre 16,7 mil e 21,2 mil participantes.
Manifestantes foram às ruas contra a aprovação do PL da Dosimetria. O projeto que passou na Câmara reduz as penas de Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pela trama golpista. Para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), o projeto também pode beneficiar condenados por outros crimes, como corrupção e outros crimes sexuais. O texto agora está no Senado.
Atos de hoje foram menores que os de 21 de setembro, contra PEC da Blindagem. Na data, cerca de 40 mil pessoas se reuniram em São Paulo e o mesmo número no Rio, também segundo o Monitor do Debate Político.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi o principal alvo de hoje. Os participantes entoaram gritos de “Fora, Hugo Motta” e levaram cartazes contra o político, responsável por colocar o projeto da Dosimetria em pauta na Câmara.
Outras pautas também foram levantadas, como fim da escala 6×1 e oposição ao marco temporal das terras indígenas. Também houve pedidos por mais transparência em emendas parlamentares e por combate ao feminicídio e violência contra a mulher.
Políticos do PT e PSOL participaram dos atos. Em São Paulo, o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) criticou o PL da Dosimetria e convocou os manifestantes a eleger em 2026 “a maior bancada de esquerda da história do Congresso”. O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) defendeu a renovação do Congresso e criticou o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Vamos tirar esse serviçal do Trump e do Bolsonaro”, disse.
Os líderes do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e do PSOL, Talíria Petrone, discursaram no Rio. Outros deputados estavam presentes, como Glauber Braga (PSOL), Benedita da Silva (PT) e Jandira Feghali (PCdoB).
Atos também foram realizados em outras cidades. Protestos ocorreram pela manhã em Salvador, Natal, João Pessoa, Belo Horizonte e Brasília.
No Rio, organizadores retomaram o formato de ato musical, que já havia sido adotado nos atos contra a PEC da Blindagem. A manifestação de hoje contou com shows de grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Lenine, Fafá de Belém, além dos rappers Emicida, Xamã e Baco Exu do Blues. Em São Paulo, cantaram Zélia Duncan e Chico César.
Celebridades participaram do ato no Rio. Entre eles, as atrizes Fernanda Torres, Sophie Charlotte e o humorista Paulo Vieira. “Nós ainda estamos aqui pelas florestas brasileiras, pelos direitos das mulheres, pela democracia. Nós ainda estamos aqui para acordar o Congresso. Eles não podem trabalhar para si mesmos”, disse Torres.





