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Avenida Paulista é ocupada por manifestantes contra anistia e pautas anti-povo do Congresso

A mobilização em São Paulo faz parte de uma série de protestos previstos para outras capitais, como Rio de Janeiro. Os atos começaram a ser articulados após a aprovação do PL da Dosimetria, na madrugada de quarta-feira, 10. Agora, o...

Avenida Paulista é ocupada por manifestantes contra anistia e pautas anti-povo do Congresso

Na capital paulista, a concentração ocorre em frente ao Masp, com a participação de lideranças políticas, e representantes de movimentos sociais.

Movimentos sociais, partidos de esquerda e centrais sindicais realizam neste domingo, 14, um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o chamado PL da Dosimetria, aprovado pela Câmara dos Deputados na última semana. Também foram organizadas manifestações em outras capitais pelo País.

O texto reduz o tempo de prisão de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e de réus sentenciados na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com o lema “Congresso Inimigo do Povo”, a manifestação é uma reação ao avanço do projeto que reduz as penas para os presos pelos atos do 8 de Janeiro. Entre os beneficiados pelo texto está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

 

O principal alvo da manifestação é o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que decidiu pautar o PL da Dosimetria nessa semana. Além da crítica ao Congresso, os protestos também incluem outras pautas, como o fim da escala de trabalho 6×1 e o combate ao feminicídio.

Em setembro, mais de 40 mil pessoas foram à Avenida Paulista, segundo levantamento do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), uma parceria da Universidade de São Paulo (USP) com a ONG More in Common, para protestar contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e a PEC da Blindagem, que também havia sido aprovada pela Câmara.

A mobilização em São Paulo faz parte de uma série de protestos previstos para outras capitais, como Rio de Janeiro. Os atos começaram a ser articulados após a aprovação do PL da Dosimetria, na madrugada de quarta-feira, 10. Agora, o texto segue para o Senado.

Na capital paulista, a concentração ocorre em frente ao Masp, com a participação de lideranças políticas, e representantes de movimentos sociais.

O ato teve a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Em discurso, ele criticou a aprovação do PL da Dosimetria e afirmou que o texto funciona como uma “anistia envergonhada” aos envolvidos na tentativa de golpe e aos condenados da trama golpista.

Para o ministro, o projeto foi aprovado “na calada da noite” porque seus defensores não teriam força política para aprovar uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.

Boulos afirmou que a mobilização tem como objetivo barrar qualquer forma de anistia e defendeu a manutenção das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal. “Golpista bom é golpista preso”, disse.