
“Parece que o devido processo legal, por aqui, funciona na velocidade da luz. Mas só quando o alvo está em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para Presidente da República nas eleições de 2026”, completou Bolsonaro.
Na noite desta quinta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu à notícia de que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 25 de março o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e outras sete pessoas.
O ex-mandatário seguiu comparando a Justiça de outros países com a do Brasil: “Em outros países, como a Alemanha, onde o uso do direito como arma política ainda causa escândalo, um processo com o mesmo tema – envolvendo suspeitas realmente sérias sobre um grupo acusado de planejar um golpe de Estado em 2022 – continua tramitando na primeira instância e deve levar anos até ser encerrado, com uma decisão final”.
“Mas no Brasil, que tem a 30ª justiça mais lenta do mundo, segundo o Banco Mundial; o judiciário mais caro do mundo, segundo diversas fontes; que não está nem entre os 70 melhores no ranking global de Estado de Direito; e que só supera a Venezuela em imparcialidade…”, reclamou Jair Bolsonaro.
“Parece que o devido processo legal, por aqui, funciona na velocidade da luz. Mas só quando o alvo está em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para Presidente da República nas eleições de 2026”, completou Bolsonaro.
O relator do processo da trama golpista, ministro Alexandre de Moraes, liberou nesta quinta-feira (13) o caso para julgamento, após a PGR apresentar uma manifestação rebatendo as respostas apresentadas pelas defesas dos envolvidos.
Será analisada a denúncia referente ao primeiro núcleo apontado pela PGR — a acusação foi dividida em cinco grupos. Os ministros vão analisar se aceitam ou não as denúncias.
Além de Bolsonaro, serão julgados o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem; o general Walter Braga Netto; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; e o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).