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De saída da Rede, Marina Silva cogita PT, Psol e PSB

Interlocutores afirmam que os últimos meses foram de um “agravamento muito profundo” de Marina com o partido por conta de um manifesto contra a direção nacional. A nota critica mudanças determinadas em um congresso extraordinário e afirma que há uma...

De saída da Rede, Marina Silva cogita PT, Psol e PSB

Acertando sua saída do partido Rede Sustentabilidade, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, cogita ingressar em outra sigla para concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo (SP) no pleito de 2026.

Acertando sua saída do partido Rede Sustentabilidade, a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, cogita ingressar em outra sigla para concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo (SP) no pleito de 2026. Segundo apurou o Metrópoles, ela poderia ir para o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o Psol do ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos ou para o PSB, de Tabata Amaral, deputada federal.

Neste cenário, fontes avaliam que é “praticamente impossível” ela permanecer na Rede. Esses interlocutores disseram ainda que a ministra já descartou uma possível candidatura para a Câmara dos Deputados, por qualquer partido.

Interlocutores afirmam que os últimos meses foram de um “agravamento muito profundo” de Marina com o partido por conta de um manifesto contra a direção nacional. A nota critica mudanças determinadas em um congresso extraordinário e afirma que há uma “perseguição interna” à ministra.

“Trata-se da consolidação de um projeto de captura institucional, que verticaliza o partido, concentra poder na Executiva Nacional, enfraquece a autonomia de estados e municípios, reduz direitos dos filiados, discrimina mandatos e fragiliza a democracia interna”, diz a nota que aprofundou o distanciamento.

O texto causou rusgas com a cofundadora do partido, Heloísa Helena (RJ). Publicamente, elas se cumprimentam. Nos bastidores, entretanto, há a vontade da deputada federal de que Marina saia da sigla.

Marina conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2022, porém se afastou do cargo logo no começo do mandato para assumir uma função no Ministério do Meio Ambiente. Diante desse cenário, aliados consideram que uma eventual candidatura pela Rede no próximo ano dificilmente reuniria o respaldo necessário para viabilizar a campanha.

A decisão de Marina, no entanto, é incerta. Interlocutores dizem que ela poderá aguardar até o período de descompatibilidade eleitoral, marcado para abril, para decidir se concorrerá e por qual partido o fará.

A chefe do Meio Ambiente pretende continuar apoiando o governo petista, independentemente do cargo que ocupará, visto que há ainda a possibilidade de ela continuar à frente do ministério e não concorrer a nenhum cargo legislativo.

O cenário das eleições do Partido dos Trabalhadores ainda está embolado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), já expressou publicamente que não gostaria de concorrer a nenhum cargo nas eleições do próximo ano, nem para o Senado, nem para o Executivo estadual. A decisão vai contra a vontade de Lula.

Dessa forma, o chefe do Executivo poderá tentar convencer Marina a concorrer pela Casa Alta.