
Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do Globo, Alcolumbre não pretende levar o pedido adiante. Ainda assim, a iniciativa é vista como uma forma de pressão política contra o magistrado.
Um grupo de cerca de 30 deputados federais ligados a partidos do Centrão e da direita apresentou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um pedido para abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa reúne parlamentares de legendas como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e PL e ocorre em meio à repercussão das mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do Globo, Alcolumbre não pretende levar o pedido adiante. Ainda assim, a iniciativa é vista como uma forma de pressão política contra o magistrado.
O documento encaminhado ao Senado reúne acusações que, segundo os parlamentares, poderiam comprometer a imparcialidade e o decoro exigidos de um ministro do Supremo.
Entre os pontos citados estão o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, que tem entre os sócios Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões e poderia alcançar R$ 129 milhões ao longo de três anos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou sobre o caso e pediu neste sábado (7) a renúncia ou o impeachment de Moraes. O parlamentar compartilhou nas redes sociais um vídeo com críticas feitas pelo senador Magno Malta (PL-ES), que considera que o ministro não teria mais condições de permanecer no cargo.
Na publicação, Flávio afirmou que a saída de Moraes seria necessária para “preservar a democracia e o Judiciário brasileiro”. O senador também comentou as mensagens atribuídas a Vorcaro e afirmou que o conteúdo sugere que o ministro teria atuado como “advogado de fato” em determinados assuntos, o que, segundo ele, seria incompatível com a função de juiz.
Flávio Bolsonaro também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por não abrir investigação sobre o caso. Para o senador, a ausência de apuração permite que o episódio continue sem esclarecimentos.





