
ministro ainda classificou a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados como algo “delicado” para o país.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou, nesta quarta-feira (19/11), que o texto atual do PL Antifacção asfixia financeiramente a Polícia Federal (PF) e não o crime organizado. O ministro ainda classificou a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados como algo “delicado” para o país.
“Como ministro da Fazenda e, portanto, responsável pela Receita Federal do Brasil pelas aduanas brasileiras, e essas três operações que eu citei – os fundos de lavagem de dinheiro da Faria Lima, a máfia dos postos de combustível no Rio de Janeiro e a questão da fraude no sistema financeiro –, elas serão enfraquecidas com esse projeto, que, repito, asfixia financeiramente a Polícia Federal, e não o crime organizado”, destacou.
O PL Antifacção (Projeto de Lei nº 5.582/25), citado por Haddad, foi aprovado na Câmara dos Deputados na noite dessa terça-feira (18/11), por 370 votos a 110, além de três abstenções. Os parlamentares chegaram ao texto final após o relator, Guilherme Derrite (PP-SP), apresentar seis versões do parecer, em meio a críticas do centro, da direita, da base governista e da própria oposição.
O resultado é uma derrota política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e expôs um racha entre o Planalto e a Câmara, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB). O líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (PT-RJ), admitiu que a escolha de Derrite para relatar o projeto gerou uma “crise de confiança” entre o governo e Motta.
A base tentou adiar a análise duas vezes e ainda propôs retomar o texto original enviado pelo Executivo. Mas todas as tentativas foram rejeitadas pelo plenário. O PL foi, então, aprovado.
Ao fim da noite, Motta adotou um tom conciliador, destacando que, “mesmo em tempos de polarização, um ponto de encontro entre diferentes visões de mundo é possível”. “Não é uma vitória de A ou B. É uma vitória do brasileiro”, escreveu nas redes sociais.





