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Lula chama operação no Rio de “matança” e defende investigação

A operação, considerada a mais letal da história do Rio, foi conduzida pelo governo de Cláudio Castro (PL) contra a facção Comando Vermelho. O governador, porém, defendeu a ação.

Lula chama operação no Rio de “matança” e defende investigação

“O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, disse.

O presidente Lula classificou como “desastrosa” a operação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na semana passada. Em entrevista a agências internacionais nesta terça (4), em Belém (PA), o petista afirmou que o governo pretende realizar uma investigação paralela ao inquérito conduzido pelo estado.

“Vamos ver se a gente consegue fazer essa investigação. Porque a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança, e houve matança”, disse o presidente. Lula declarou que o governo está articulando a participação de peritos da Polícia Federal nas análises das mortes ocorridas durante a operação.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também marcou uma audiência para esta quarta (5) sobre o caso. O presidente afirmou que o episódio exige uma apuração detalhada e criticou o número de vítimas. “O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, disse.

A operação, considerada a mais letal da história do Rio, foi conduzida pelo governo de Cláudio Castro (PL) contra a facção Comando Vermelho. O governador, porém, defendeu a ação. No dia seguinte, disse que “a operação foi um sucesso” e que “as únicas vítimas foram os quatro policiais” mortos em confronto.