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Lula sugere a Trump comer maniçoba para “nunca mais ter mau humor”

Maniçoba é um prato típico da culinária do Pará, conhecido como a “feijoada dos paraenses”, feito a partir da maniva (folha da mandioca) e cozido por até sete dias para eliminar substâncias tóxicas.

Lula sugere a Trump comer maniçoba para “nunca mais ter mau humor”

“Se o Trump comer uma maniçoba, nunca mais vai ter mau humor”, brincou o presidente brasileiro

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, nesta terça-feira (4/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que gostaria que o chefe da Casa Branca, Donald Trump, viesse ao Brasil para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O governo norte-americano já sinalizou que não enviará representantes à Cúpula de chefes de Estado, que ocorre entre 6 e 7 de novembro.

Lula também brincou que, “se ele [Trump] comer uma maniçoba, nunca mais vai ter mau humor”.

“Eu, sinceramente, queria que o Trump viesse aqui. Eu queria que ele viesse para ver o que é floresta. Se ele comer uma maniçoba, nunca mais vai ter mau humor”, disse o petista ao fim da conversa.

Maniçoba é um prato típico da culinária do Pará, conhecido como a “feijoada dos paraenses”, feito a partir da maniva (folha da mandioca) e cozido por até sete dias para eliminar substâncias tóxicas.

Lula concedeu entrevista a agências de notícias internacionais durante estadia em Belém (PA) para atividades relacionadas à COP30. O presidente afirmou que “insistiu” para que Trump viesse ao Brasil para participar do evento e relembrou uma conversa entre os dois em Kuala Lumpur, na Malásia, no fim de outubro.

“Eu insisti para ele vir aqui, eu insisti. ‘Vá conhecer a Amazônia, cara. Você vai perceber que o humor da gente fica maravilhosamente bom’. Você fica com o humor muito melhor”, lembrou o petista.

Lula também minimizou a ausência de chefes de Estado, como Trump e o líder chinês, Xi Jinping, na Cúpula do Clima. O governo chinês enviará o vice-primeiro-ministro, Ding Xuexiang.

“Eu participo de muitas COPs e, nem em todas as COPs, você tem todos os principais líderes. […] Nós temos 53 chefes de Estado que vão participar; 46 ministros que vão participar, e por volta de 19 organismos internacionais, além de vários embaixadores que vêm representar seus países. É uma representação forte”, defendeu.

“Matança”
Na mesma conversa, o presidente Lula defendeu que a Polícia Federal (PF) atue nas investigações das 121 mortes da megaoperação da semana passada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez, ele subiu o tom em relação à megaoperação, classificada por ele como “matança”.

A declaração de Lula foi dada uma semana após a operação. Segundo o titular do Planalto, a PF, juntamente com o Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal (MPF), tem trabalhado para fazer a investigação, porque a autorização judicial que permitiu a operação contra o Comando Vermelho (CV) não tinha “ordem de matança”.

“A decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança. E houve matança. Eu acho que é importante a gente investigar em que condições ela se deu. Porque, até agora, nós temos uma versão, contada pela polícia, contada pelo governo do estado, e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam ou se teve alguma coisa mais delicada na operação”, disse o chefe do Executivo.