
A aprovação subiu de 24% em fevereiro para 29%. No entanto, ainda está abaixo dos 38% que consideram a gestão ruim ou péssima — número que era 41% na pesquisa anterior. Já a taxa dos que classificam o governo como regular permanece em 32%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra sinais de que está estancando a queda de popularidade, segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (4).
A aprovação subiu de 24% em fevereiro para 29%. No entanto, ainda está abaixo dos 38% que consideram a gestão ruim ou péssima — número que era 41% na pesquisa anterior. Já a taxa dos que classificam o governo como regular permanece em 32%.
A recuperação parcial da avaliação positiva do presidente de fevereiro para abril foi mais forte entre aqueles com escolaridade superior (margem de erro de quatro pontos), que passou de 18% para 31%, e também entre as faixas de renda mais altas.
Entre os que ganham de 2 a 5 salários (margem de erro de três pontos), a taxa de avaliação positiva passou de 17% para 26%. Tanto entre os que ganham de 5 a 10 salários (margem de erro de cinco pontos) quanto na faixa dos que ganham mais de 10 salários (margem de erro de oito pontos), passou de 18% para 31%. A taxa de aprovação entre quem ganha até dois salários mínimos é de 30%.
O Nordeste segue como o maior reduto político de Lula, com 38%, mas ainda abaixo dos 49% de dezembro. Apesar da queda na avaliação positiva desde o fim de 2024, a rejeição na região é a menor do país: 26%. No Sudeste, a avaliação positiva subiu de 20% para 25%.
No recorte religioso, os católicos se destacam como a base mais fiel ao presidente. O levantamento mostra que 34% dos católicos avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, mesmo índice dos que consideram sua gestão ruim ou péssima.

O DCM antecipou esta tendência com a análise da pesquisa Atlas no início desta semana, quando Lula teve a primeira queda na avaliação negativa nos últimos 5 meses.
Os dados foram coletados entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 entrevistas em 172 municípios. A margem de erro varia de 2 a 8 pontos percentuais, dependendo do grupo analisado.