
“Estou pleiteando com meus colegas mais 60 dias, porque nós não vamos dar conta de ouvir todo mundo que deveria apenas com o prazo atual”, explicou Viana.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (4/12) que pedirá uma prorrogação da CPMI por mais 60 dias. O prazo para encerramento da comissão atualmente é março de 2026.
Viana afirmou que hoje é o último dia da primeira fase das investigações que apuram descontos associativos e sindicatos que prejudicaram os aposentados brasileiros, e que a segunda fase começará em fevereiro de 2026. “Estou pleiteando com meus colegas mais 60 dias, porque nós não vamos dar conta de ouvir todo mundo que deveria apenas com o prazo atual”, explicou Viana.
Farra do INSS
- A chamada “Farra do INSS” tornou-se pública em dezembro de 2023, após séries de reportagens do Metrópoles, que denunciaram o aumento drástico das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
- As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas.
- As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
- A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do Metrópoles foram citadas pela PF na representação que originou a operação.
O senador havia sinalizado esta possibilidade nessa terça-feira (2/12), e voltou a afirmar que pedirá prorrogação nesta quinta, em entrevista ao canal CNN.
Nesta quinta, a CPMI do INSS ouve Silas da Costa Vaz, secretário da Conafer. Silas foi convocado após relatório da Controladoria-geral da União apontar que 97,6% dos beneficiários entrevistados afirmarem não ter autorizado os descontos realizados em seus benefícios.
Em seguida, a CPMI ouvirá Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB). A entidade está na mira por supostas irregularidades ligadas a descontos indevidos.
A comissão também vota diversos requerimentos para convocar autoridades e empresários, entre eles o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ministro-chefe da AGU e indicado ao STF, Jorge Messias; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho do presidente Lula); o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira.





